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Taxar os ricos empobrece os pobres



Por Pedro Augusto

Em nome da igualdade, políticos, intelectuais, universitários, jornalistas etc, passaram a defender uma maior taxação para o ricos. A dinheiro arrecadado seria destinado a programas de distribuição de renda, saúde, educação etc. No entanto, quando a ideia foi posta em pratica, ela surtiu efeitos devastadores.

O think tank norte-americano Tax Foundation, em um estudo sobre a tributação aos mais ricos, mostrou que as consequências dessa proposta ao ser aplicada à realidade, não terá as mesmas consequências esperadas da teoria. De acordo com ele, taxar fortunas reduz investimentos, salários, empregos e a produção econômica do país. A análise teve como base as propostas do economista francês Thomas Piketty em seu best-seller Capital no Século XVI, que defende fortes taxações em nome da igualdade.

A experiência foi mais ou menos colocada em prática, apesar de os defensores dessa proposta costumarem ignorá-la. Na França, no governo do ex-presidente François Hollande, em 2012, criou-se um projeto que estabelecia uma alíquota de 75% de imposto de renda para aqueles com renda anual superior a um milhão de euros.

Porém, a ideia não durou muito tempo. A taxa chegou a cair para 50% e mesmo assim, logo em seguida, foi abandonada, já que empresários e jovens empreendedores migraram para outros países em busca de mais liberdade de mercado, como na Inglaterra. Além do mais, a medida custou aos franceses a perda de cerca de 1 milhão de empregos, segundo apurou o think tank francês Concorde.

A explicação é simples: empreendedores por verem que perderiam grande parte de sua fortuna, migraram para países onde serão menos onerados. 


Uma outra maneira de aumentar a arrecadação dos ricos

Há alguns anos, uma teoria começou a ser difundida no Brasil, apesar de em pequena escala: é a Curva de Leffer. De acordo com ela, após se aumentar os impostos sobre a renda por diversas vezes em um certo momento, a arrecadação tende a diminuir. Já se a taxação diminuir, ela tenderá a aumentar porque pessoas investirão e consumirão mais por verem a renda aumentar.

Um exemplo pratico ocorreu durante o governo de Ronald Reagan, nos Estados Unidos. Houve uma diminuição radical de impostos para os ricos. A arrecadação com este grupo que antes era de US$ 22 bilhões, passou para US$ 49 bilhões.

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Para todos aqueles que defendem mais distribuição de renda, mais investimentos em áreas como saúde e educação, não seria melhor diminuir os impostos? Não só dos ricos, mas de todos?

Além disso, quem tem dinheiro procurará ao máximo proteger sua fortuna através de vários mecanismos, como a sonegação, os paraísos fiscais ou simplesmente levar todo o seu investimento para um outro país. Neste último caso, os empregos e investimentos vão para outros locais.

Quem esteve em uma situação parecida foi os Estados Unidos. Após ter a maior taxa tributária nas empresas entre os países de primeiro mundo, os norte-americanos viram empresas migrarem. Para Anthony B. Kim da Heritage Foundation, isto foi um fator primordial para a saída de empresas da América e diminuiu o número de ofertas de trabalho, salários e o desempenho da economia do país.

Para reverter esse quadro, Donald Trump prometeu trazer as empesas de volta. Embora tenha, em alguns momentos, ameaçado aumentar impostos de empresas que não voltassem para o país, ele tomou medidas mais liberais neste primeiro ano de governo. O republicano cortou impostos das empresas através da Reforma Tributária e cumpriu sua promessa de campanha em relação ao corte de regulações.

O imposto progressivo já foi pregado como arma para revolução

No livro O Manifesto Comunista, Karl Marx Engels defenderam a taxação dos mais ricos como arma para uma revolução comunista. 

Após falarem da primeira fase da revolução, os autores defenderam alguns caminhos para o caminho rumo ao comunismo. Além de defender a centralização do crédito, a abolição do direito de herança e outros pontos, ambos defenderam um "Imposto fortemente progressivo" como caminho para concretizar o objetivo dos comunistas.

A imoralidade da tributação 

Cada individuo deve ficar com o dinheiro gerado através de seu trabalho. Muitos argumentam, através da visão "falha e ultrapassada" da mais-valia, que os ricos exploram os pobres. Contudo, como já foi mostrado há muitos anos atrás, o lucro nada mais é que um investimento feito por alguém e que deu retorno após um tempo. Ou seja, uma pessoa, ao lucrar, investe em algo que não sabe se os clientes comprarão. Se os consumidores gostarem, o empreendedor conseguiu produzir algo de valor para uma grande gama de pessoas, logo, ele lucra mais.

Tributar a quem lucra muito é tirar dinheiro daqueles que se arriscam e produzem bens que os consumidores dão valor. Taxar os ricos é desestimular quem produz com novas ideias. Quem arriscará seu tempo e dinheiro sabendo que o governo irá tirar?

É notória que a quantidade de corrupção dentro do Estado só exista dentre fatores como a abundância de dinheiro nas mãos de políticos . Dar mais dinheiro ao governo, é enriquecer burocratas corruptos em detrimento de não premiar quem produz algo de valor. Políticos corruptos sempre existirão, isso é um fato. Só cabe a população optar por ficar com seu dinheiro e gastar como quiser.





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