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"Socialismo" que quase deu certo

Por Rafael Coimbra

Em 1.200 A.C, a sociedade Creto-micênica foi desfeita pela invasão dos Dórios (povo extremamente violento que, naquela época, já dominavam o ferro, eram dedicados às atividades militares e praticavam a guerra como forma de obtenção de recursos). Os espartanos eram descendentes dos dórios, fato que explica a belicosidade de Esparta na Antiguidade.

Com os poucos que sobraram, em clima de fuga que ficou conhecido historicamente como: "Primeira diáspora Grega", dando início a uma nova fase: "Período Homérico 1100 - 800 A.C". Os exilados de seu país começaram uma busca por terras férteis para recomeçarem suas vidas e se manterem vivos e o máximo seguro possível. Essa terra recebeu o nome de Genos: pedaço de terra que pertence a uma família. E o líder dessa família (que na maior parte das vezes era o pai) recebeu o nome de Pater (daí vem o termo paternalismo).


Esse sistema funcionava da seguinte forma: para alguém viver nessa terra (Genos), era submetido ao total coletivismo de bens, tudo era de todos. Assim como uma possível guerra, todos deveriam obrigatoriamente participar para proteger a propriedade coletiva.

Durante um tempo, o sistema deu bastante certo (uma ilusão do "certo"). Mas, como era de se esperar, para qualquer análise básica econômica esse sistema era insustentável pelo simples motivo, que é uma pilastra da ciência econômica: todos produtos são escassos.

Veja bem, a análise nem foi a nível moral, social e nem ético, mas apenas econômico.


A população do Genos começou a crescer, ganhando novos agregados, dominando novas terras. Ficou mais difícil encontrar terras boas e muitas terras férteis deixaram suas fertilidades durante o tempo. Muitos dos moradores perderam a qualidade de seus produtos no Genos.

Com isso vem o que mais se espera de uma sociedade em que o produto é escasso: "a disputa". As pessoas começaram a disputar melhores terras, melhores alimentos para plantio etc. Com isso, quem mantinha sua produção em bons níveis não aceitava compartilhar com quem produzia em péssimos níveis.

Como eles não aderiram o sistema de trocas voluntárias nem adotaram o sistema com moeda (talvez nem sabiam sobre), esse sistema começou a ter viés escravista. E isso, com influencia que os Paters entregavam melhores partes do Genos para membros da família, estes ficaram conhecidos como aristois (daí vem o nome do sistema aristocrático).

Após isso, vem o ato que ficou conhecido como: "Segunda diáspora grega", em que alguns da sociedade do Genos saíram para redescobrir novas terras. Assim, vemos que, mesmo que uma sociedade adote voluntariamente um sistema ̶s̶o̶c̶i̶a̶l̶i̶s̶t̶a̶ coletivista, em termos econômicos, matemáticos e naturais, é completamente inviável e desordenado tal conduta.

Texto: Racionalidade Política

Um comentário:

  1. É como todo o estudo de Marx feio a respeito do capitalismo. Realmente na teoria é magnifico o comunismo, mas infelizmente na pratica, como dito no texto, em termos econômicos e completamente inviável. O ser humano é um meritocrata e por isso não funciona sistemas coletivistas. Adorei o texto!

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