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Ou você entende de política e economia ou é de esquerda. Os dois não dá



Por Christian Gonzaga

A posição política do indivíduo nunca foi motivo para definir níveis de inteligência. Entretanto, devido às atuais condições que muitos países, principalmente da América Latina, estão passando é de se notar que a prevalência de determinado grupo político é um grave erro. Concluímos então que aqueles que apoiam a permanência deste grupo na administração do país é alguém muito ignorante.

Os países Latinos enfrentam uma dura crise, derivada da grande intervenção estatal, pouquíssima liberdade comercial e redistribuições de rendas absurdas. No entanto, é perturbador como ainda assim muitos aplaudem os governantes que ajudaram a agravar tudo isso. Obviamente, uma excelente propaganda populista e discursos esdrúxulos que convencem os mais desafortunados foram ferramentas usadas para que estes permanecessem no poder, por mera vontade de ali ficar sem intenções reais de gerenciar devidamente o país.

Surpreende-me ver nas redes sociais os "formadores de opiniões" como Tico Santa Cruz, Gregório Duvivier, Cynara Menezes (Socialista Morena), entre tantos mais ficarem lançando ideias absurdas de que crise é uma farsa, que iniciativa privada bem como livre mercado são um mal caminho. E vomitam isso como se tivessem um conhecimento básico político e principalmente econômico.

Não basta ter feito seu curso, p.ex., de Ciências Sociais, Jornalismo, Direito ou pior, não ter feito nenhum e querer tratar de assuntos relacionados à economia, quando nem ao menos se tem noções básicas da mesma. E é o que qualquer indivíduo deveria ter antes mesmo de expor sua opinião em uma rede social, pois ter conhecimento apenas político-social não é suficiente, principalmente tratando-se de pessoas influentes como os três, pois, senão muitas asneiras podem ser publicadas levando todos os internautas mais desinformados ao abismo.

Cômico, senão trágico, fora uma publicação de Tico Santa Cruz alegando que a direita política é uma vilã que quer privatizar tudo, fazendo com que o pobre sofra. E com toda certeza essa afirmação foi baseada nas maravilhas que os países de Cuba e Venezuela vivem com a pouquíssima privatização, onde o Estado exerce todas as funções existentes. E como podemos notar, são países de primeiro mundo...

Ainda que a direita política esteja associada mais ao conservadorismo, e este que vos fala segue um ideal liberal (clássico), a opinião enquanto política-econômica é o mesmo entre ambos, afinal tanto conservador quanto liberal acreditam na livre iniciativa e no Estado mínimo. Portanto, em um pequeno resumo será exposto o porquê ir contra essas ideias é requisitar o atraso e o empobrecimento do país.

Primeiramente, se analisarmos países com grandes intervenções estatais podemos notar um grande monopólio de empresas, as quais oferecem preços absurdos e uma má qualidade no serviço. E mesmo que a população queira reclamar e exigir diminuição dos valores cobrados e melhorias em suas prestações, esta fica sem muito o que fazer, haja vista que os munícipes não tem outra empresa que faça algo semelhante.

Veja o exemplo dos táxis que até antes da chegada do UBER não possuíam concorrentes. Os únicos ditos "concorrentes" eram concessionárias de ônibus, as quais, assim como taxistas, são parcialmente estatais. Logo, não há de fato uma competição, pois ambas pertencem ao mesmo administrador. Sendo assim, até mesmo uma concessionária (que é parcialmente privada e estatal) ainda não é a melhor coisa a existir num país que quer se desenvolver.

Mas, afinal, uma empresa privada pode construir monopólios? Dificilmente isso ocorrerá, pois haverá sempre concorrência, e, no mais, quem de fato é o dono da empresa privada é o povo. Espantoso, não? Todavia, isso ocorre porque o setor privado apenas existe enquanto a população investe dinheiro nela comprando seus produtos. E o indivíduo apenas compra seus produtos se eles forem de qualidade. Ou seja, aqui vemos uma liberdade de escolha da pessoa entre comprar ou não o que a empresa produz/serve, diferente do setor público onde você não tem escolha - ou mesmo que não usufrua do serviço irá pagar por ele via impostos.

O setor público pouca se importa se o serviço/produto é de qualidade, afinal, o indivíduo será obrigado a pagar por ele de qualquer forma, seja por bem ou por mal. Em contrapartida, o setor privado se importa muitíssimo mais em oferecer serviços e bens de altíssima qualidade, haja vista que se assim não o fizer, o empresário irá a falência. E é isso que deve ser destacado. O que ajuda o crescimento de um país, é a iniciativa privada, que está sempre empreendendo e melhorando, fazendo com que o país cresça mais e mais.

O Estado não precisa empreender, não precisa ser ágil. Caso a população se revolte, é só acelerar e dar uma melhoradinha no serviço por alguns meses até a poeira abaixar e a má qualidade retorna. Brasileiro que não é cego e não está recebendo verba do governo para o defender, compreende e vê que isto é a mais pura realidade, infelizmente.

"Mas e o pobre? Com tudo privado o pobre não terá chance de sobreviver!"

Preliminarmente, gostaria que se indagasse o seguinte: é o pobre quem oferece emprego para o pobre ou o rico? Apesar da resposta ser óbvia, direi sem medo de errar: é o rico que fornece o emprego. Portanto, o pensamento esquerdista de dizer que rico deve ser prejudicado e pagar muito imposto é loucura. Se levá-lo à falência, não haverá trabalho para o pobre. E o Estado não produz riquezas, ele toma da população.

Sem a mão do Estado sob o setor privado, os empregadores teriam liberdade para administrar as empresas ao seu bel prazer. Contudo, caso quisessem explorar seus empregados iriam perder, pois outros empregadores poderiam fornecer melhores salários, melhores condições de trabalhos e muitos outros benefícios. É nesta parte que entra outra concorrência, que seria de ganhar funcionários.

A empresa que oferecesse ótimas condições para se trabalhar obviamente teria mais empregados e mais pessoas procurando ingressar nela. Enquanto aquela que fosse exploradora iria apenas perder, consequentemente fecharia as portas, pois não apenas os empregados do lugar se revoltariam, mas também a população que se compadeceria com o caso e exigiria mudanças - ou veriam a qualidade dos produtos/serviços da empresa despencar.

Em suma, a ausência da intervenção acarreta em muitos benefícios. Contudo, as pessoas atualmente possuem medo da liberdade e continuam a fantasiar que o Estado se importa com seu povo, apesar das inúmeras provas de que ele faz o contrário. A esquerda política apenas dificulta essa percepção, pois são extremamente ignorantes no ramo econômico, nem sequer procuram estudá-lo. Preferem ficar no mundo imaginário de Marx, Engels e tantos outros mais socialistas. Diante disto, frise-se: ou você entende de política e economia ou é de esquerda. Os dois não dá.

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