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Os dois primeiros meses da gestão Macri e as expectativas para o futuro


Por Pedro Venâncio  

Exatos dois meses após a posse do novo presidente da Argentina Mauricio Macri, o país dá sinais de vida depois de doze anos de populismo kirchnerista que levaram a nação para o fundo do poço. Mesmo estando há pouco tempo na Casa Rosada, o novo presidente promoveu e está promovendo mudanças impactantes no funcionalismo publico e na economia, mostrando claramente que sua intenção é de mudar a Argentina e conduzi-la a um novo futuro. 

Logo após assumir o governo, o presidente cortou os impostos de exportação para o milho, trigo, e sorgo que estavam na casa dos 30%, reduziu os impostos sobre a soja e cortou os impostos de exportação sobre produtos industrializados. Resultado: a arrecadação do governo cresceu (a curva de Laffer nunca falha) e as exportações dispararam. Ou seja, mais riqueza e mais empregos para o país.

Depois do corte nos impostos, o governo acabou com a cotação artificial do dólar, retomando o câmbio flutuante. Tal medida devolveu aos produtores a liberdade de comprarem dólares sem barreiras governamentais e facilitou a exportação e a importação de produtos, gerando mais riqueza, e devolveu credibilidade ao governo, pois agora o valor do Peso é real, não mais manipulado pelo governo.

Além de cortar impostos, Macri cortou os subsídios para o setor elétrico, aliviando as contas do governo e encerrando a gastança desenfreada de energia, poupando as usinas da sobrecarga e as cidades de ocorrência de blecautes. A população mais rica do país era justamente a mais beneficiada com o subsídio e gastavam o máximo de energia pagando o mínimo. Alem do corte do subsídio, o presidente anunciou que vai facilitar a diversificação da matriz energética, permitindo o uso de fontes alternativas.

Outro corte excelente feito por Macri foi a demissão de 24 mil funcionários comissionados, ou seja, gente dos Kirchner que chegou aos cargos públicos por indicação e estavam parasitando o governo argentino há anos. A esquerda obviamente não gostou da perda da boquinha e mobilizou manifestantes nas ruas de Buenos Aires. No entanto, isto não vai adiantar, pois o governo está compromissado em acabar com os cargos parasitas e tornar a administração pública mais inteligente e eficiente. Para a esquerda somente resta o choro por perderem o hospedeiro.

Nas relações internacionais, a Argentina voltou a participar do Fórum Mundial de Davos depois de dez anos ausente, e conseguiu US$ 20 bilhões em investimentos para o pais, além de reatar relações com nações desenvolvidas como a Grã-Bretanha e Israel, deixando de lado o famigerado e malsucedido Mercosul. Por falar nele, Macri exigiu a saída imediata da Venezuela do bloco e comprou briga com o presidente (e ditador) Nicolás Maduro. Com isto, ele demonstra preocupação com a democracia e sua repulsa por governos autoritários. E este é o homem o qual a esquerda taxa de fascista.

Mais uma medida do “fascista neoliberal" Macri (como a esquerda o chama) foi de iniciar a revogação da Lei de Meios que regulava a mídia argentina ao bel prazer da antiga gestão Kirchner. Mas a justiça barrou o processo de recuperação da liberdade de imprensa começado por ele, indício claro de que a máquina pública está aparelhada a favor dos Kirchner.

Outro passo dado recentemente pelo governo para recuperar a credibilidade perante a comunidade internacional foi de negociar US$ 900 milhões da dívida de 2001 para qual o país havia decretado moratória. A negociação com os credores italianos resultou no aumento da nota da dívida do país de CCC+ para B-. Ainda é uma nota especulativa pouco confiável, mas é sinal claro de que os investidores estão recuperando aos poucos a confiança na Argentina.


Nestes primeiros dois meses, podemos concluir que Macri e sua equipe estão trabalhando duro para recuperar a Argentina em todos os aspectos. Mas devemos ter prudência e uma dose saudável de ceticismo. Todas as medidas tomadas pelo presidente foram através de decretos. A oposição detém a maioria no congresso e isto pode dificultar muito o trabalho do presidente, uma vez que a esquerda não aceita a derrota nas urnas e fará o possível, seja no congresso seja com a militância de rua, para atrapalhar os planos dele. No entanto, há um ponto positivo importante: Macri possui o apoio da população e ela acredita em sua capacidade.

Este ano será de reestruturação e mudanças. Macri está apenas no começo de seus planos para recuperar a Argentina dos males causados pelo populismo esquerdista dos Kirchner. Portanto, a única coisa a ser feita é acompanhar o trabalho do presidente. Uma coisa, no entanto, é certa: se Macri mantiver o ritmo atual de mudanças e usar sua experiencia como empresário e ex-prefeito de Buenos Aires, a Argentina logo despontará como potência sul americana e os argentinos verão sua pátria firme e forte depois de décadas de decadência e crise. Todavia, é necessário enfrentar a esquerda e não abaixar a cabeça para ela, do contrario Mauricio ficará travado e não levará seus projetos adiante.

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