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O mundo tá chato e a liberdade é atacada novamente


Por Pedro Venâncio 

A campanha publicitária da Pepsi, na qual duas personagens limões tecem críticas ao politicamente correto de forma bem-humorada alegando que “o mundo tá chato”, será investigada pelo CONAR após cinquenta pessoas denunciarem o comercial por supostamente “desmerecer as minorias”.

Não é novidade a turma esquerdista do politicamente correto usar o CONAR para atender aos seus caprichos egocêntricos, ideológicos e autoritários usando grupos minoritários da sociedade como desculpa. A campanha da cervejaria Itaipava foi a vítima anterior que, por mostrar uma mulher dotada de belíssima aparência, foi considerada machista por grupos feministas que conseguiram forçar a empresa a fazer outro comercial. Dessa vez a mulher bonita não mostra sua beleza para a alegria das feministas de pelos nas axilas e poucos hábitos de higiene.

Mais recentemente, o banco Itaú, outra vítima dos chorões que vivem para fazer denúncias descabidas ao CONAR, teve sua propaganda atacada pelos vermelhos que, devido a uma forte incapacidade de interpretar textos, não entenderam o jogo de palavras da propaganda Digitau (digital + Itau) e julgaram que o banco estava estimulando o uso incorreto da escrita. Logo a esquerda que defende a neutralização do gênero das palavras trocando o "O" e o "A" por "X" foi implicar com o Itau. Para eles, amigx é certo, digitau não.

O politicamente correto na sua essência tem como único objetivo controlar o que pode ou não ser dito. É a política do pensamento como vemos na obra de George Orwell “1984”, que controla as opiniões e tem um catálogo completo de rótulos para serem aplicados naqueles que ousarem encarar o establishment da esquerda. Além, é claro, do ostracismo social e a queima da reputação.

Essa ferramenta de violação da liberdade de expressão muito usada pela esquerda não é exclusiva do Brasil e muito menos é recente. O politicamente correto é produto dos intelectuais da Escola de Frankfurt que, ao verem que a implementação do socialismo pela via marxista clássica era inviável, optaram por uma nova abordagem. Ao invés de usar os proletários e tentar a implementação do socialismo pela via econômica, a Escola de Frankfurt decidiu por aplicar o marxismo pela sociedade e pela cultura, dando origem a “Teoria Critica”, e ao que chamamos popularmente de “marxismo cultural”.

O marxismo cultural basicamente é a aplicação da luta de classes fora do clássico "proletários x burgueses". Nessa nova abordagem, a luta de classes usa grupos de minorias que são cooptados pela esquerda e, iludidos com a falsa promessa de igualdade e de justiça social, são levados a combaterem os grupos que forem delineados como opressores pela liderança do movimento.

O grupo definido como oprimido tem superioridade moral e pode falar o que bem quiser e quanto quiser. Por outro lado, o grupo definido como opressor é silenciado e proibido de fazer qualquer manifestação de opinião. Daí nasce o politicamente correto, que é a ferramenta que restringe a opinião e a liberdade de expressão por meio do argumento de que aquela posição é ofensiva às minorias. É algum tipo de "fobia”, portanto tem que ser proibida, tem que ser censurada pelo bem do grupo oprimido por aquela opinião.

Desse modo, a esquerda vai corroendo a liberdade de expressão. Por meio da militância pequena e barulhenta que finge representar os anseios do povo (apenas cinquenta pessoas denunciaram ao CONAR a propaganda da Pepsi). Ou por meio da tentativa de impor políticas de “democratização” da mídia e de outras vias de comunicação como a internet, que já foi ocupada pelo Marco Civil e pelo famigerado “Humaniza Redes”.

O CONAR não serve ao seu propósito original, e sim aos interesses da esquerda e de seus grupos de militância. Ao ser subserviente a esses interesses, o órgão que deveria ser apenas um mero fiscal, torna-se um inimigo da liberdade de expressão assim como o Marco Civil e o Humaniza Redes fazem sob a fachada de “defesa da democracia e das minorias contra os crimes de ódio”. Tudo isso porque o CONAR não é um órgão governamental, imaginem então se fosse?

O mundo está chato mesmo. E a liberdade aos poucos vai sendo corroída pelos paladinos da igualdade, filhos de Marcuse e sua “Tolerância repressiva” que matam lentamente a liberdade por onde passam. Venezuela, nossa vizinha decadente, sabe bem como é e não vamos querer chegar no patamar dela. 

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