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Dilma e PT ensaiam uma briga: seria o desespero batendo à porta?


Por Wilson Oliveira

Quando o PSDB erra ou se omite, devemos criticar. Mas quando acerta precisamos dar o braço a torcer e reconhecer tal feito. O senador José Serra parece ter conseguido colocar de vez lenha na fogueira na briga entre PT e governo Dilma. Óbvio, não temos como saber se essa foi a intenção e nem ele, jamais, vai confirmar. Mas o desenrolar dos episódios nos últimos dias escancaram que a mudança na lei do pré-sal abriram um verdadeiro pé de guerra.

Neste sábado, o Partidos dos Trabalhadores comemorou seus 36 anos de fundação com uma festança de arromba no Rio de Janeiro, com direito a participação de artistas (uma bela demonstração de preocupação que o partido da presidente da república dará sobre a crise que o Brasil vive, não acha?). Porém, o mais curioso disso é que a própria Dilma não compareceu! Motivo: viagem ao Chile. Ora, coloquemos a cabeça para refletir.

O momento no Brasil é muito sério. Crise política, crise econômica, crise na saúde, investigações em cima de vários setores do governo e do PT. E a presidente simplesmente saiu do país. E saiu para não voltar rapidamente. E no meio desse período, a principal comemoração do seu partido no ano. Mas a Dilma continuou fora do país. Resta alguma dúvida que realmente partido e presidente não falam a mesma língua?

Quando o tucano José Serra elaborou esse projeto que abre a possibilidade de outras empresas explorarem o pré-sal, ele chamou o presidente do Senado Renan Calheiros para discuti-lo e conseguiu o seu apoio. Mas de imediato, a bancada do PT no Senado foi contra o projeto, pois os petistas querem porque querem que a Petrobras continue absoluta, mesmo com a Justiça deixando bem claro que a empresa tem sido um terreno de corrupção sistêmica e ativa durante anos. O PT quer exclusividade de operação onde há corrupção! Mas e o governo federal? Ora, de acordo com o senador Romero Jucá (PMDB), o governo participou das conversas... pela aprovação.

Porém, mais do que isso, apesar das medidas que o ministro da Fazenda Nelson Barbosa quer adotar para tentar recuperar a economia estarem longe de serem efetivamente as soluções, o PT bate o pé e faz oposição. O partido quer medidas ainda mais à esquerda. Ou seja, o PT não quer, principalmente, a reforma da Previdência nem a adoção de um teto para os gastos públicos, pois a vontade petista é continuar gastando bastante dinheiro e arrancar ainda mais, através de impostos, a grana do cidadão brasileiro - principalmente dos mais pobres, que sempre são os mais afetados. Ou então taxar desenfreadamente os mais ricos, para que estes quebrem e não consigam mais gerar emprego para os... mais pobres.

As leis universais do conservadorismo político sempre sinalizam os pés no chão, o ceticismo, a desconfiança e a frieza para analisar os fatos. É isso que os magistrais Edmund Burke, Russel Kirk e Roger Scruton tentaram passar nos seus vários livros sobre o assunto. Tendo em vista essa linha, é dever desconfiarmos de tudo isso. Não podemos ignorar a possibilidade de PT e Dilma estarem "jogando para a galera", ou seja, fingindo que estão brigando. Hipoteticamente, com essa briga, talvez os partidos da extrema-esquerda fiquem mais ao lado do PT e outros setores da sociedade, como o empresariado, achem que Dilma e seus soldados governamentais estejam querendo resolver alguma coisa pelo menos na economia.

O primeiro passo é ver como Dilma e PT, principalmente no Congresso, se comportarão. Mas uma coisa já podemos perceber: o avanço das investigações da Lava Jato está tirando o sono dessa gente. Se o senador Delcídio Amaral foi solto por um lado, o marqueteiro petista João Santana foi preso por outro. E ainda tem um detalhe que está sendo pouco comentado: Gilmar Mendes, que até então não tem sido nada simpático ao governo, assumirá a presidência do TSE em maio, portanto a tempo de pegar a ação sobre a campanha da chapa Dilma/Temer em 2014 - lembrando que com o marqueteiro dela já preso.

Dilma Rousseff e Partido dos Trabalhadores, pelo visto, ainda terão muitos motivos para ficarem nervosos e tentarão "de tudo" para se salvarem. E nós, os cidadãos, ainda temos muita coisa para sabermos.

ATUALIZAÇÃO: Nos últimos dias, após a festa do PT e após a publicação deste artigo, Dilma demonstrou que não tem mais força para governar o Brasil. Após ter trocado o ministro da Fazenda por pressão petista, fez o mesmo no ministério da Justiça, colocando um aliado de Jaques Wagner, ministro da Casa Civil e fiel a Lula. O ex-governador da Bahia, aliás, também deve ter influência na nomeação do novo diretor da Polícia Federal - tudo para tentar salvar a pele de Lula, atualmente alvo principal da Lava Jato. Eles não estão nem aí para a situação econômica do Brasil...

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