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Como mudar o país com educação?

Por Ana Zanatta

Há muito que os tais 10% do PIB para a educação estão famigerados. Seria essa a solução para a educação? Ou, então, a integralização e federalização do ensino, como propõe o senador Cristovam Buarque? A militarização das escolas públicas, como já vem ocorrendo em algumas experiências ao redor do país? Ou, ainda, a Base Nacional Comum, que está em fase de discussão? Alguém tem mais alguma sugestão?


Confesso que nenhuma das ideias citadas acima me anima. Muito pelo contrário: me fazem pensar que a educação básica nesse país realmente não tem mais jeito. A minha solução óbvia e radical é a total privatização e desregulamentação da educação brasileira. Mas antes de ser acusada por não me preocupar com educação, vou me aprofundar mais no tema.

Escolas padronizadas são uma ferramenta essencial para regimes totalitários, visto que os grandes ditadores não demoraram para perceber que doutrinação ideológica de crianças dá muitos resultados favoráveis aos seus objetivos. Nenhuma ditadura começou do dia para a noite. Sempre é um processo que leva ao menos uma geração para se concretizar. Ou seja, ensinar crianças que ainda não tem o caráter formado a adorar o Estado é um ingrediente que contribui para a tomada total do poder em um futuro breve.

No Brasil, muito se exalta a “educação pública, gratuita e de qualidade” sob o pretexto de se obter “igualdade de oportunidades” e alegando que “todos têm direito de acesso à educação”. É mais fácil Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existirem do que o caos que vemos hoje na educação brasileira não ter ligação nenhuma com os ideais marxistas. Quem é o culpado? Não posso afirmar que é Paulo Freire, com seus livros que nem de educação falam, pois socialistas não gostam de exaltar indivíduos, mas sim de sofrer e causar sofrimentos coletivamente.


Um problema arquitetado e implementado em anos não pode ser acabado num piscar de olhos. Essa semana ouvi que em 15 ou 20 anos é possível mudar a educação brasileira e, consequentemente, mudar o país. Mas qual é o melhor método a ser empregado? Depende da criança, depende do lugar. Isso mesmo: homeschooling, escolas com turmas reduzidas, escolas bilíngues, escolas que misturem idades, escolas profissionalizantes, escolas ao ar livre e inúmeras outras propostas podem surgir, provindas de pais, professores e, inclusive, alunos. O tipo de ensino deve ser personalizado, atender às necessidades de cada criança e surgir de uma iniciativa individual.

Uma coisa é certa: com essa mentalidade coletivista instaurada nas escolas e na sociedade em geral é impossível que alguma mudança efetiva ocorra na educação. E valorizar o indivíduo não significa trabalhar sozinho, muito pelo contrário, significa que eu vou somar o que eu sou com o que você é, ao invés de suprimirmos quem eu sou e quem você é para formarmos um coletivo.

Sei que ensinar princípios liberais às crianças não é uma tarefa fácil a pais e professores que se proponham a isso, pois estabeleceu-se no país a cultura do capitalista que é opressor, do rico que é pecador, do empresário que não pensa no bem comum, dos americanos imperialistas malvados e assim por diante.

Mas, aos que aceitam o desafio, deixo duas sugestões de livros que podem auxiliar: “Pai Rico, Pai Pobre”, de Robert Kiyosaki e “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, de Stephen Covey. São dois livros bem famosos e simples, mas que ensinam lições básicas que qualquer pessoa pode aplicar.

Os dois livros foram escritos, inicialmente, para o mundo dos negócios, mas atualmente tem inúmeras versões: em quadrinhos, para crianças, para adolescentes, para universitários e outros. Há um jogo de tabuleiro, que eu particularmente considero fantástico, chamado “Cashflow”, que é derivado de “Pai Rico, Pai Pobre” e ensina educação financeira de uma maneira divertida.

Cashflow

Para completar, o livro de Stephen Covey se tornou um programa pedagógico chamado “O Líder em Mim”, com grande sucesso nos Estados Unidos e que recentemente vem gerando impactos positivos no Brasil também. “O Líder em Mim” ensina liderança, responsabilidade, trabalho em equipe (e não em grupo), criatividade, iniciativa, comunicação e muitas outras habilidades interpessoais.

Qual o segredo para que os ensinamentos desses dois e de outros livros funcione? Antes de serem aplicados nas crianças, devem começar nos pais, professores e outros adultos que as crianças têm como referência. A transformação da educação e, consequentemente, a transformação do Brasil, inicia em mim, inicia em você. Do contrário, qualquer metodologia de ensino se torna ineficaz. Comece essa empreitada com autoconhecimento, sabendo quem você é, como chegou até aqui, o que você quer, aonde quer chegar, o que deve aprender, o que pode mudar...

Dica de documentário: “A Educação Proibida” (2012).

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