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Carta Capital: um retrato da típica hipocrisia esquerdista


Por Pedro Venâncio

No artigo de hoje, vamos conhecer em detalhes a revista queridinha da esquerda brasileira. Fundada por Mino Carta e pertencente a Editora Confiança, a revista Carta Capital é sem dúvidas a mais notória das mídias de esquerda do Brasil.

As informações que serão expostas neste artigo estão no documento “Mídia Kit Carta Capital”, lançado pela revista para apresentá-la aos possíveis anunciantes que desejam promover seus produtos e serviços na revista impressa e virtual (bem capitalista para uma revista que se orgulha de ser de esquerda).


A qualidade do documento e a forma de apresentação são de excelente nível. Afinal, é destinado para quem deseja anunciar na “alternativa ao pensamento único da imprensa brasileira” e “calçada no tripé do bom jornalismo baseado na fidelidade à verdade factual, no exercício do espírito crítico e na fiscalização do poder onde quer que se manifeste”. Assim se descreve a versão brasileira da Pravda na apresentação.


Ao longo do documento, são apresentados os colunistas, sessões, dados de circulação e prêmios ganhos pela revista (sim, a revista foi premiada. A imprensa brasileira e seus órgãos associados são bem de direita, não?)

Vamos para uma parte mais interessante do nosso propósito. O documento apresenta o perfil do leitor da revista com dados muito completos. Imagino que você pense que a revista é lida pelas classes baixas e pelas minorais, não é? Afinal, essa é a revista que luta pelos trabalhadores e defende as minorias contra a elite branca masculina conservadora de direita. Essa revista é a resistência popular contra o capitalismo opressor, certo? Espere um pouco.

Segundo dados do documento, a revista possui 231 mil leitores, dos quais 31% são da classe A, 57% são da classe B e 12% são da C e D. E um brinde: 64% tem renda familiar acima de R$ 7.650,00.

A revista é a que possui o maior publico entre a classe AB, maior que a "direitista elitista" Veja. Quanto ao gênero dos leitores, 64% são homens e 36% mulheres. Para uma revista que levanta a bandeira do feminismo e promove a participação das mulheres na sociedade, esse dado é bem curioso. Parece que o povo oprimido pelo sistema não conhece a dádiva jornalística de Mino Carta, somente a galera dona de bastante capital tem acesso às maravilhas da revista. Culpa do capitalismo malvadão, óbvio!




A descrição do perfil não para por aqui. A revista também levantou o grau de escolaridade dos leitores. Bom, mais uma surpresa interessante: 82% possui curso superior completo, 63% possuem pós-graduação, mestrado ou doutorado e 40% são formados em ciências humanas (diploma universitário realmente não é sinônimo de inteligência e sabedoria). Os leitores da Carta Capital também são cultos: 78% fazem algum tipo de atividade cultural (esses proletários leitores da revista tem uma vida bem bacana, bem capitalista opressora).


A descrição do perfil também engloba as viagens e os destinos preferidos dos leitores. De primeira, pensaríamos que Cuba é o lugar predileto dos cultos e engajados leitores da revista, mas não é. Segundo os dados do documento, 98% viaja a lazer pelo menos cinco vezes ao ano em média, 55% viajam para a Europa e 47% viajam para outros países além dos europeus.


Agora temos aquela que eu considero a parte mais interessante do documento: preços dos anúncios. Mesmo sendo de esquerda, portanto tendo certa repulsa pelo livre mercado e por empresas, a pobre coitada da revista se vê obrigada a ceder espaço para capitalistas malvados e cruéis anunciarem seus produtos e serviços exploradores. Obviamente, a revista está sendo vítima do capital e se sujeita a essa humilhação para existir, por isso se sujeita a algo tão cruel como a obtenção de lucros por meio de anunciantes... Mas vejam que os valores são bem modestos, o que mostra que a revista não está totalmente entregue ao demônio do capitalismo. São meras "contribuições simbólicas" para manter a mais cult, mais anti-capitalista e a mais engajada das revistas vermelhas do país.



A Carta Capital, assim como as outras mídias de esquerda, mostram toda a sua hipocrisia ao serem reduto de gente com alto nível de escolaridade e alta renda. Justamente o estereotipo da "elite branca" que essas mesmas mídias espalham como o demônio inimigo do povo e da nação. Faturaram fortunas cedendo espaço aos anunciantes capitalistas malvadões de grandes empresas (estatais em boa parte dos casos), justamente aqueles que a pretensa revista diz não gostar e lutar contra para garantir a "igualdade" e a "justiça social".

Realmente, não há ninguém que goste mais de dinheiro do que um esquerdista. A diferença é que o esquerdista adora ganhar, mas detesta produzir. Cospe no sistema que, de tão democrático e livre que é, permite que até um socialista ganhe muito dinheiro mesmo falando mal. Agora imaginem se o mesmo seria possível na Coreia do Norte, por exemplo.

Ser de esquerda em país com o minimo de capitalismo e de livre mercado é realmente tranquilo, pois a esquerda é um parasita que usurpa de quem produz das formas mais ridículas, inclusive por meio da mídia.

O documento na integra está neste link: http://www.cartacapital.com.br/anuncie/media-kit/copy6_of_MIDIAKITEDITORACONFIANA2015.pdf Acesso em: 25 de fevereiro de 2015

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