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Socialismo e Liberdade


Por Gianlucca Gariglia

A extrema-esquerda, em geral, sempre costuma relacionar dois conceitos meramente contrários: socialismo e liberdade. Nesse texto, refutarei essa falácia coletivista.

Socialistas pensam que a liberdade econômica (neste caso, a de um indivíduo gastar seu dinheiro como ele queira) é separada das outras e é um fim. Na verdade, ela é o meio para todas as liberdades. Os fins humanos nunca são econômicos. Por exemplo, o objetivo de um empresário não é apenas ganhar sua fortuna, mas sim gastar o dinheiro ganho em seu negócio. Acredita-se, também, que as questões econômicas afetam os fins menos importantes da vida. Partindo dessa premissa, poderia supor que remédios (necessários para a saúde humana) não são comprados mediantes a trocas voluntárias de recursos. Logicamente, esse último argumento também é falso. Isso é uma consequência do exercício da liberdade. Portanto, a liberdade econômica leva uma pessoa a escolher como gastar seus recursos mediante seus desejos e necessidades. Existe alguém que sabe melhor como utilizar seus recursos do que o seu próprio dono?


Num sistema de economia planificada, tal como socialistas reivindicam, o governo trataria de dirigir de toda a atividade econômica humana. Ou seja, todos os meios para os nossos fins seriam controlados por uma autoridade. Isso significa que teríamos da abdicar da liberdade de escolha e a entregar para governantes decidirem como devemos cuidar de nossas vidas. Isso implicaria na regulação de praticamente toda a vida humana. Todos nossos desejos deveriam ser escolhidos pelo Estado, e isso levaria à concretização de certas reivindicações da humanidade e de outras não. Isso geraria um grande descontentamento.


Pode-se argumentar que, numa sociedade socialista, gastaríamos como quiséssemos, e até mais que em uma comunidade baseada no regime de concorrência. Porém, se o Estado detém todos os meios de produção, ele detém o seu monopólio. Logo, se o governo quiser realmente planejar, para usufruirmos dos serviços, para trabalharmos como queiramos, teremos apenas uma opção de serviço, porque, como já dito, trata-se de um monopólio, e portanto, abdicaremos da liberdade de escolha.
  

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