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Protejam seus videogames: aí vem o governo

Por Pedro Venâncio

Ontem o ministro da justiça José Eduardo Cardoso, em entrevista para a BBC, afirmou que os jogos incentivam a prática de crimes violentos. Tal afirmação é dotada de uma superficialidade, determinismo e uma ignorância que é bem a cara da gestão atual que governa o país, como se somente por jogar videogame o cidadão fosse induzido a pratica de atos violentos, ignorando quaisquer outros fatores.

Sempre fui um grande admirador de jogos. Dentre os que mais me agradaram (e agradam) estão: GTA (toda a franquia), The last of Us, God of War, Mario e FIFA. Sempre jogo quando posso e o faço há anos. No entanto não virei assaltante de bancos, não virei zumbi, não virei Deus grego, não virei encanador e tão pouco virei Messi.

A afirmação do ministro é ridícula e surreal, mas vamos ver além da aparente ignorância presente na declaração. Ao afirmar que os jogos são causa da violência, José Eduardo Cardoso abre precedente para uma intervenção do governo, afinal, os jogos estão “interferindo” na ordem publica, portanto o governo tem que fazer algo.

Trata-se de uma desculpa esfarrapada para impor mais uma regulamentação, mais um controle do estado sobre a vida do brasileiro que vê o governo ficar cada vez mais intrometido e regulador em nome do “bem estar do povo”, a proibição do sal nos restaurantes capixabas é exemplo dessa intromissão abusiva de um governo que, em todas as esferas, cresce absurdamente e ninguém (ou quase ninguém) nota este fato.

A liberdade é preciosa para qualquer individuo. Um estado que deseja tirar este bem valioso da população em nome de um projeto de poder anti-liberdade, anti-individuo e populista não o faz de uma vez; faz aos poucos. Como na analogia da rã na qual o anfíbio sai imediatamente da água quente, mas morre cozido se a água for aquecida devagar. Resumindo: somos a rã da panela e a água está ficando cada vez mais quente. Vamos notar isto agora, ou depois? Os venezuelanos deixaram a água ferver. Faremos o mesmo? “A liberdade não se perde de uma vez, mas em fatias como se corta um salame.” Dizia genialmente Friedrich Von Hayek. Mais preciso que isso, impossível

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