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Petrobras: a queda previsível do gigante


Por Pedro Venâncio

Fundada pelo presidente Getúlio Vargas em 1953, a Petrobras nasceu da necessidade de atender a industrialização pela qual o país estava passando e do medo da vinda de petroleiras estrangeiras ao país. A criação da empresa teve enfoque populista e patriótico notável no slogan: “O petróleo é nosso” que foi usado na campanha pela criação da estatal. Tal slogan segue a empresa até hoje e ilude muitos brasileiros.

Na chegada do novo século, a Petrobras estava com boa reputação dentro e fora do país devido ao surgimento de um desafio épico à altura de sua grandeza como corporação. Rumores davam conta da existência de uma reserva de petróleo de grande porte em alto mar, uma dádiva em um período de petróleo caro, mas tal reserva era de difícil acesso e ficou conhecida como “pré-sal”.

O governo do ex-presidente Lula deu início a odisseia da petroleira na exploração da reserva. Bilhões de reais foram investidos em nome de uma reserva quase inatingível. Porém, depois de alguns anos, o pré-sal foi atingido. A Petrobras vivia seu momento de glória, a deusa das estatais pairava poderosa no topo e orgulhava a todos.

No entanto haviam segredos podres por trás da gloria da petrolífera. A operação “Lava Jato” despiu a deusa. As descobertas da Polícia Federal dão conta de um mega esquema de corrupção no qual a estatal servia para abastecer partidos políticos, cobrava propina de empresas e superfaturava contratos. Há especulações de que a empresa serviu a outros governos além do petista.

Apesar da aparência de empresa modelo, a Petrobras assim como qualquer estatal, está sujeita ao aparelhamento político e ao uso indevido de seus recursos para interesses partidários. A dívida da empresa (em torno de R$ 500 bilhões) supera seu valor de mercado atual de R$ 73,7 bilhões, a maior desvalorização da história da empresa que, em 2008, chegou a valer R$ 510,3 bilhões. As ações despencaram para menos de cinco reais, (menor valor desde 2003) trazendo tensão e medo para os investidores. Um processo milionário movido por investidores corre contra a Petrobras nos Estados Unidos.

Agora, soma-se a corrupção aos investimentos monstruosos feitos no pré-sal (que não deram retorno e endividaram a empresa) e a queda contínua do preço do barril graças ao petróleo de xisto americano e a possibilidade da volta do Irã ao mercado internacional. Sim, a estatal está na lama e você, caro contribuinte, vai bancar os custos. Lucros privados, prejuízos socializados: este é o slogan adequado para uma estatal, ou você acha mesmo que o petróleo é nosso?

A Petrobras é retrato da realidade de que estatais não são e nunca serão boas. Estatais tornam-se ferramenta nas mãos de partidos, políticos, empresários amigos do governo e demais aliados. Oferecerem um serviço de baixa qualidade e com preço elevado e, devido ao monopólio deixam a população dependente de uma única e péssima fonte de produtos e serviços.

A privatização é a saída para estes problemas. Tirar das mãos do governo empresas que ele não deveria ter impede que partidos, políticos, empresários corporativistas e toda a sorte de estatistas usem o Estado em seu proveito por meio de estatais. Privatizar é necessário para um governo eficiente e uma economia mais forte e livre.

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