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Os conservadores e a liberdade

Por Benjamim Lopes

Há quanto tempo o conservadorismo está sendo acusado de atuar contra a liberdade? Não tenho datas, mas certamente há anos. E seria esta acusação o reflexo da realidade? Sem dúvidas, não. Os conservadores são defensores das ideias de liberdade e anseiam pela recuperação das liberdades individuais.


Quando acusam os conservadores de “estatistas” ou “fundamentalistas”, estão confundindo a percepção da realidade com a interpretação pessoal e superficial originada em algum preconceito. A realidade é que o Conservadorismo Político não solicita intervenções estatais no âmbito privado, pelo contrário, clama pelo afastamento do Estado em relação ao complexo das ações voluntárias entre indivíduos conscientes; porém, os conservadores não rendem-se ao terrível politicamente correto.

Quando algum admirador do clássico julga algo incorreto, ele não está pedindo alguma lei contra tal ação, está apenas dizendo a sua opinião ou a própria verdade. O fato de alguém usar crack dentro da legalidade, não transforma tal liberdade em uma ação correta: ela é prejudicial individual e socialmente, portanto é imoral. No entanto, reprovar atitudes imorais - e agir contra elas - está longe de ansiar por algum projeto de lei inútil e também imoral. Mas ao tecer o julgamento, o guardião das tradições e das liberdades individuais torna-se alvo de todas as críticas possíveis provindas dos socialistas, anarcocapitalistas, e neoliberais (refiro-me aos “liberais” ignorantes sobre a relação entre o liberalismo clássico e o conservadorismo britânico).

O conservadorismo entraria em contradição caso deixasse de criticar a realidade por meio de sua respectiva percepção; mas também entraria caso tentasse angariar algum espaço nos papéis estatais afim de acabar com alguma liberdade individual voluntarista (mesmo que imoral). Porque observar o passado pensando no futuro de forma benéfica é também compreender os direitos naturais, e valorizar os costumes é também enojar-se com o fortalecimento do Poder Público; e lutar fora das vias voluntaristas contra as liberdades individuais imorais seria inchar o Estado: causando o enfraquecimento dos costumes, e aumentando o risco do âmbito privado ser invadido por regulamentações e politicagens. 

Observando o passado encontramos diversos pensadores e especialistas que escreveram sobre como são malignas as intervenções governamentais nas relações voluntárias entre os indivíduos, sendo assim, tudo no conservadorismo leva à distância do politicamente correto e ao repúdio sobre a máquina pública inchada.

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