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Economia

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O governo resolveu estimular a economia. E isso não foi uma boa ação

Por Pedro Augusto

Dia 28 de janeiro, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou um estímulo de R$ 83 bilhões na economia. Grande parte desse dinheiro virá do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), aquela parte do salário dos trabalhadores que eles não podem mexer, desde que sejam demitidos, mas que o governo pode.

Qual seria então o problema de uma medida que estimularia o crédito num ambiente em que o mercado se contrai? É porque o governo está estimulando uma demanda de bens desconexa com a realidade. Qualquer um sabe que o poder de compra tem caído, seja pela alta inflação, desvalorização do real e aumento tributário. Com isso as empresas estão produzindo menos porque sabem que o poder de compra está caindo.


Com o governo estimulando crédito e sinalizando para a produção aumentar, como já foi destacado aqui com poder de compra estando menor, logo os mesmos bens que foram estimulados não serão vendidos. Estimulou-se uma demanda inexistente, empresas entrarão em prejuízo e uma consequência direta é o desemprego, além dos problemas financeiros dos empreendimentos.

O governo brasileiro está voltando a fazer uma das medidas que trouxe o país à atual crise: o incentivo à demanda de bens desconexa com a realidade.

Também é bom observar que com a concessão de crédito, mais dinheiro entrará em circulação, logo haverá mais inflação.

Li uma frase no Facebook que resume bem está ação: "O governo brasileiro está igual a alguém de ressaca que quer quer melhorar tomando mais bebida alcoólica". A cada ação para melhorar a economia, mais o governo a prejudica.

A crise está mais longe de acabar do que imaginávamos.

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