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O que não se vê e não se fala sobre o aumento das passagens

Por Pedro Augusto

As tarifas dos ônibus voltaram a subir. E como se tornou de costume, o Movimento Passe Livre (MPL), que luta pela tola estatização dos transportes públicos, voltou a fazer manifestações pedindo a revogação do aumento. Muitos na internet com a compreensível revolta com mais custos em um período que está sendo difícil para a grande população, quer que a prefeitura abaixe à força este novo aumento.

Óbvio que sou contrário a este aumento, ainda mais porque uso ônibus pelo menos cinco vezes na semana, mas a grande questão é que devemos ir a raiz do problema. O primeiro desses pontos, e que as prefeituras não estão ligadas diretamente, é a situação econômica do país. No fim do ano passado houve aumento dos preços de combustíveis. Além do mais, tivemos a recente notícia de que a inflação está em mais de 10% e para piorar ainda temos os constantes aumentos de impostos.

Tudo isto gera mais custos para as empresas e embora não sejam "boazinhas", elas também, como qualquer negócio, agem de acordo com a realidade econômica. E hoje graças a péssima política econômica da presidente Dilma, todos para manterem seus empreendimentos seguindo precisarão aumentar seus custos. Ou seja: a inflação, impostos e aumento dos combustíveis, geram custos para as empresas, que acabam sendo repassados para os consumidores.

Um outro problema, e que tem ligação direta da prefeitura, são os contratos de concessão. Na maioria, ou em todas as vezes, o que ocorre na verdade é uma associação entre empresas e políticos, que acarretam na criação e manutenção de oligopólios. Um caso parecido com isto é no Rio de Janeiro, onde vans e kombis, que são transportes alternativos e mais baratos, são impedidas de operar em certas partes da cidade. Como as empresas protegidas pela prefeitura não correm riscos de novos concorrentes, logo não farão tanta força para melhorar o seu serviço.


Talvez o que falte ao tolo MPL e a todos os cidadãos que estão insatisfeitos, e com razão, com o novo aumento, é entender que há problemas de gestão da economia do país em diversas esferas que estão colaborando para mais custos aos bolsos de todos. Não basta apenas protestar e pedir a revogação do aumento, tem que buscar mudanças na raiz do problema.

O mais interessante é que ninguém foi protestar pedindo mudanças de gestão quando o preço dos combustíveis, a inflação e os impostos aumentaram. Qual o motivo dessa indignação seletiva? Ou será falta de conhecimento de coisas básicas?

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