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O devaneio de pedir mais Estado

Por Ariel Prado

Enquanto o Estado brasileiro e o poder dos ‘burrocratas’ cresce exageradamente, o indivíduo começa a ser visto como um doente, que precisa ser cuidado pelos verdadeiros doentes, e é constantemente torturado pelo fortíssimo tratamento de choque estatal, tendo seus anseios e liberdade ignorados e tratados, simplesmente, como devaneios. Nosso país está passando por sérios desajustes, causados por pessoas desajustadas no comando de um governo desajustado sediado num manicômio com três alas psiquiátricas e uma praça no meio. São arrogantes aloprados que pensam que podem simplesmente atravessar de uma ala psiquiátrica a outra andando por cima de um feixe de luz, como se pudesse interferir na natureza e controlá-la segundo seu bel-desejo, o qual é derivado de ideais retrógrados baseados em achismos de um gordo barbudo que fora a vida toda sustentado pela mulher e por seu amigo burguês, sem nunca ter tido um único trabalho na vida.


Persistindo nessa patologia, há pouco tempo um genial deputado (representante do ParTido mais corrupto da história do país na Câmara Federal) fez uma alegação inovadora que miraculosamente poderia solucionar todos os problemas do nosso febril Brasil varonil e acabar com a crise: Menos mercado e mais Estado (aplausos, por favor). Mas não é a primeira vez que ouço algo do tipo... Deixe-me ver onde foi que vi algo semelhante: Claro! Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha), Partido Nazista. Partido que, sob o comando do füher Adolf Hitler, esmagou toda a liberdade dos alemães e perseguiu quem discordasse de suas ideias.

O Brasil é, historicamente, um país onde o indivíduo tem sua vontade suprimida para satisfazer as insanidades do Estado. Só no ano de 2015 o manicômio federal já roubou arrecadou mais de 2 trilhões e 2 bilhões de reais em impostos. O indivíduo trabalha em média 5 meses do ano para sustentar funcionários públicos inúteis, políticos ladrões, déspotas, dementes que não conseguem fazer um discurso sem virar piada na internet e um governo incompetente, com um índice de rejeição maior do que a dos filmes da Ancine (por mais incrível que pareça). Já pensou se você pagasse para eles serem produzidos? 

Temos sofrido uma recessão fruto do delírio de um (des)governo que não permite uma maior liberdade de mercado, que promove gastos públicos alucinantes, contamina os poderes, maquia contas públicas, se envolve em corrupção e desvia dinheiro da maior teta empresa estatal do país. Tendo em vista os distúrbios econômicos diagnosticados, cuja patogenia encontra-se na péssima administração estatal, pedir mais Estado é o mesmo que pedir mais álcool para curar uma ressaca de bebedeira (estúpido) e, caso não seja combatida, essa política causará uma overdose e levará o país, inexoravelmente, a uma depressão. Suportar um Estado maníaco-depressivo já é demais.


A parvoíce de diminuir o mercado em um país em que ele é quase inexistente é um atestado de demência. Tal ideia parte de um pressuposto pelo qual o governo deve gerar gastos, controlar a economia, imprimir dinheiro e resolver os problemas a curto prazo, pois “no longo prazo estaremos todos mortos”. O problema é que o longo prazo chegou, e nós não estamos todos mortos; au contraire, estamos bem vivos e vivenciando as funestas consequências de delírios estatistas. Se você tem problemas financeiros, deve economizar recursos, gerar riqueza e cortar gastos, caso contrário você afundará em crise. A ideia de “mais Estado e menos mercado” implica diretamente em aumentar gastos públicos e a tributação, taxando e explorando ainda mais o trabalhador. Assim sendo, o empresário também será fortemente taxado, terá que fazer diversas demissões, muitos declararão falência e deixarão de criar riqueza e empregos. Então o mercado ficará nas mãos implacáveis das grandes corporações (também conhecidas como amigos do rei, beneficiadas pelo governo), que monopolizarão o mercado e destruirão qualquer vestígio de concorrência, aumentando assim os preços de produtos básicos de consumo. Como já dizia uma célebre frase, “a corda sempre estoura do lado mais fraco” e quem acabará sentindo mais brutalmente os efeitos nefastos dessa política na pele, a princípio, serão os indivíduos menos abastados. No fim, todos nós seremos parte desse grupo e todo o dinheiro, inevitavelmente, se concentrará nas mãos do Estado e de seus vassalos, impedindo o indivíduo de usufruir da riqueza gerada. Essa política econômica pavimenta o caminho para um possível socialismo e, antes que percebamos, nossas liberdades não mais existirão e, lamentavelmente, estaremos condenados ao fatídico caminho da servidão, ao qual se referia o economista austríaco Friederich Hayek. A escassez será iminente neste ponto.

Na atual situação brasileira, ao contrário do que o deputado Mais-Estado diz, precisamos dar liberdade ao mercado e reduzir a virulência do alcance estatal. Assim, os empreendedores terão liberdade para atuar: trarão capital estrangeiro para o país e incentivarão o investimento, aumentando a riqueza do país; as empresas crescerão e contratarão mais, minimizando o índice de pobreza; a concorrência será maior, diminuindo assim o preço dos produtos, enquanto aumenta sua oferta. Portanto, é uma verdadeira arrogância e psicopatia querer controlar a vontade das pessoas através da economia. Não se deve intervir em algo cujo os fatores não conhecemos plenamente, logo interferir na economia é um erro pelo mesmo motivo que não deve se interferir no ciclo da natureza: ela acabará se revoltando contra todos e terá sempre a pior reação possível. Ao invés de Mais Estado e menos Mercado, precisamos de Mais Mercado e Menos Estado, Menos Keynes e Mais Hayek, Menos Marx e Mais Mises. Caso contrário, o estado que teremos em breve é o de coma.

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