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O Brasil precisa de você!


Por Vinicius Campos

Dias atrás me perguntaram: já que você vive falando sobre política e economia, o que você acha que o Brasil precisa para se desenvolver? Eu, sem pensar duas vezes, respondi: O Brasil precisa de você!

Acredito que, ao contrário de muitos, trocar apenas de governantes não seria suficiente. Foi-nos plantado pela escola de Cepal que os países subdesenvolvidos são explorados pelos desenvolvidos, e que por este motivo o Estado tem de ser o motor do crescimento econômico, como agente de desenvolvimento e proteção. Essa visão deriva do modelo de colonização que sofremos por Portugal, de exploração, ao contrário do tipo de colonização norte-americana (pela Inglaterra), de povoamento. Entretanto, não se trata de dependermos do Estado para inibir tal exploração, como gosta de pregar a esquerda, mas sim de que o povo viu no Estado a única forma de se libertar de tal "exploração". Essa visão parasitária foi reafirmada por Celso Furtado que enraizou tal conceito em cultura e prendeu boa parte da América Latina no reduto do subdesenvolvimento. A participação do Estado no ponto central do desenvolvimento econômico minou a cultura empresarial Brasileira que, ao invés de buscar se modernizar, procuram no Estado formas de proteção. Um bom exemplo histórico do absurdo que representa este pensamento é o famoso "convênio de Taubaté", onde os empresários participavam do Estado e, tendo esgotado a demanda de café por conta da crise (produto que eles mesmo vendiam) usaram o endividamento público para comprar o próprio café e queimar, ato que foi exaltado pela escola de Cepal. Em síntese, com o dinheiro público, financiou-se o lucro privado, sob a alegação de estar mantendo os empregos (e dizem que é do liberalismo que o empresário gosta). Acreditar que o Estado poderia ser o salvador de um regime de exploração, dando-lhes poderes semelhantes à aqueles, chega a ser ingênuo de nossa parte, uma ingenuidade advinda de nossa falta de cultura política.

Na contramão do Brasil, um país sério e com cultura política/econômica avançada como os Estados Unidos da América trataram de revolucionar e se industrializar, mantendo-se na rota do mundo, e acabaram por ultrapassar até mesmo os pioneiros da Revolução Industrial (Inglaterra).

A ausência de participação do Estado na economia norte-americana fez com que a classe empresarial se incomodasse em ficar para trás, perdendo competitividade, uma vez que não havia qualquer garantia de sua sobrevivência se não por seus próprios esforços. A revolução norte-americana formou a cultura de extremo patriotismo com sua terra que tanto o agraciou após tanto trabalho duro, contribuindo para a evolução cultural/política de sempre manter sua liberdade em foco.

Em vista disso, temos de passar por uma ruptura cultural aguda e demorada. A resistência ao rompimento cultural, que advém dos ensinamentos familiares, escolas (PÚBLICAS), laços sociais, entre outros, prenuncia uma batalha intrincada, mas, some-se ainda que há grande interesse no Estado em manter-nos neste modelo, ou seja, temos mais um adversário, que é nada mais nada menos que o maior formador de cultura de uma nação, ainda mais se considerarmos que o Estado Brasileiro é inchado e influente.

Logo, entende-se que participação na política é importantíssima para galgar pequenas mudanças que, na prática, demonstrarão o quão benéfico é reduzir o tamanho de nosso Estado parasitário. No entanto, mais importante que isso é a educação de base, formar uma nova sociedade que pense diferente.

Por fim, mas não menos importante, temos de nos precaver para que nossos avanços não sejam suplantados (exemplo, liberdade na circulação de informação, nossa maior arma). O Estado, como projeto de poder, tenta cercear a livre circulação de informação de forma sutil e ardilosa, e apela, inclusive, para tal cultura parasita que nos está enraizada, como, por exemplo, o Marco Civil da Internet, além de impedir serviços livres que podem nos demonstrar o quanto o exagerado regulamento do Estado é desnecessário (como Uber, Netflix e afins). Com uma luta tão árdua a frente, toda a força é necessária, inclusive a sua!

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