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"Guerra contra Netflix" mostra como a direita liberal terá trabalho difícil no Brasil


 Por Wilson Oliveira

A direita liberal tem uma missão quase impossível no Brasil. Além de sofrer com a falta de partidos e de políticos que representem os ideias de Estado mínimo (fato que a muito custo e bem lentamente parece estar mudando), ainda é preciso proporcionar uma mudança de mentalidade na sociedade e até mesmo no empresariado, setor que por incrível que pareça só teria a ganhar com essa mudança - ganho que também seria contemplado aos consumidores. Um exemplo é a guerra que as operadoras de TV a cabo prometem travar com a Netflix.

Por ocasião da perda de assinantes nos últimos meses (que entre outros motivos é fruto também da crise econômica, que significa diminuição no poder de consumo), essas empresas que deveriam lutar por melhores condições de atuação no mercado, ou seja, diminuição na quantidade de impostos e de regulação que o Estado lhes impõe, resolvem brigar com a maior representação de avanço da tecnologia. A Netflix é uma empresa que tem algumas marcas básicas que são garantias certas de sucesso: baixo custo, qualidade de imagem e variedade de boas opções.

Caso a preocupação dessas operadoras de TV a cabo fosse o de andar para frente, de evoluir seu serviço para competir sempre em melhores condições e consequentemente oferecer o melhor custo-benefício aos seus clientes, a briga certamente não seria contra a Netflix, que apenas faz o seu papel, mas contra o Estado. É o governo que se mete no trabalho dessas empresas (obrigando que tantos porcentos do conteúdo seja nacional). É o governo que obriga que essas empresas pague as mais variadas taxas. Além disso, é o governo que sufoca as operadores com a cobrança de inúmeros impostos.

Porém, ao mirar seus canhões para a Netflix, essas empresas deixam bem claro que querem outra coisa. Na verdade elas agem para retirar aquela que tem sido a única opção muito boa e muito barata se compararmos o valor do serviço por streaming (R$19,90 e R$29,90 por mês) com os pacotes completos das operadores (em alguns casos a mensalidade ultrapassa a barreira dos R$300,00). Ao se analisar o cenário friamente, vemos uma espécie de aliança informal entre empresas tradicionais e governo contra empresas que propõem inovação e consumidores que querem serviços cada vez melhores em preço viável.

A missão da direita liberal, não apenas no Brasil mas em qualquer lugar do mundo, é lutar que o Estado apenas preserve um ambiente para a boa concorrência, sem proteger ninguém e nem se metendo na forma como os serviços devem ser realizados. As empresas devem fazer, a seu modo, o que acham certo e o que acham bom, porém, com a possibilidade para que mais e mais concorrentes apareçam. Pois é assim que o consumidor ganha, tendo real poder de escolha.

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