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Aumento do fundo partidário: você obrigado a dar dinheiro para quem não merece



Por Wilson Oliveira

O Partido dos Trabalhadores, cuja principal marca é a da corrupção, defendeu com unhas e dentes o fim do financiamento privado das campanhas políticas. Tão "bonitinhos", "honestos" e "bem intencionados" que são, argumentaram que isso era para acabar com a corrupção. Claro, afinal de contas quem faz coisas erradas são as doações e não as pessoas que as recebem, falaram seus militantes alienados e admiradores da enganação teatral...

Com o avanço da operação Lava Jato e a queda de alguns figurões do alto escalão do governo e das empreiteiras que faziam negociatas com a Petrobras, outro assunto começou a ganhar atenção: a altíssima dívida que os grandes partidos brasileiros possuem e que dificilmente teriam condições de pagar, já que agora teoricamente não vale mais receber dinheiro da iniciativa privada para fazer campanha. E para variar, o partido que mais deve é justamente o PT. Alguns até cogitaram a falência do mesmo.

Eis que o governo agiu rápido (pois tem interesse urgente nisso) e, assim como políticos estatistas que apesar de não fazerem parte do governo Dilma querem a mesmíssima coisa que ela nesse assunto, encontraram a solução: você pagará essa conta.

Vamos recapitular, item por item, para não restar nenhuma dúvida:

1º: o PT recebe rios de dinheiro de empresas que se beneficiam do governo Lula-Dilma;

2º: o PT gasta rios de dinheiro com marketing para iludir o povo nas eleições;

3º: gente ligada ao PT é presa por corrupção ativa;

4º: o PT defende o fim do financiamento privado para acabar com a corrupção;

5º: o PT se vê rodeado de dívidas das campanhas passadas feitas com bastante marketing;

6º o governo do PT encontra a solução: aprova a transferência de mais essa conta para você.


Nesta sexta-feira, a presidente sancionou o Orçamento da União com a garantia de repasse no valor de R$ 819 MILHÕES para o fundo partidário. E não adianta os petistas argumentarem que o governo propôs o valor R$ 311 milhões, pois a Dilma tinha o poder de veto e preferiu aprovar esse valor bem maior, que significa um aumento de 163%. O PT é quem receberá a maior fatia desse bolo: R$ 109 milhões. O segundo e o terceiro são, respectivamente, PSDB e PMDB, com 90 e 88 milhões.

Com um governo beirando os 70% de desaprovação, os cidadãos serão obrigados a "contribuir" (é hipocrisia chamar o pagador de imposto de contribuinte, pois todos somos obrigados a pagar essa e mais tantas outras contas) com um partido que não querem mais no poder. É uma total inversão de valores. Caso fosse aplicado um conceito realmente sério nesse tema, acabaria-se com o fundo partidário, da mesma forma que acabou-se com o financiamento privado, e além de cada partido arrecadar com as mensalidades dos seus filiados, permitiria-se que pessoas físicas optassem por dar dinheiro à legenda de sua preferência caso esse fosse o seu desejo.

Entretanto, vivemos em um sistema que não temos qualquer escolha. Somos obrigados a votar e obrigados a dar dinheiro para esses partidos que não concordamos. E quando reclamamos ainda somos taxados de "golpistas". Os defensores desse governo e de todos os políticos que o sustentam com essa e mais outras medidas, na verdade querem que o verdadeiro golpe de cada dia seja efetuado contra os cidadãos sem que esses sequer se manifestem contrariamente. Vivemos mesmo numa democracia?

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