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A relação dos conservadores com o clássico


Por Benjamin Lopes

Ser conservador é preservar o clássico, superar o velho, e rejeitar o nocivo.

Segundo o livro “Uma Breve História da Música” de Roy Bennet, "a palavra "clássico" deriva do latim classicus, que significa um cidadão (e, posteriormente, um escritor) da mais alta classe. E, com efeito, seu sentido, para nós, está associado a algo que consideramos de alta classe, de primeira ordem, de extremo valor.”

Aquilo diretamente relacionado com o profundo senso de belo da humanidade é algo clássico. Não se trata de algo passageiro, mas do que é continuamente reconhecido como realmente bom e agradável universalmente.

O clássico não limita-se ao meio artístico, este conceito avança sobre a lei e paira sobre a política (apesar de muitas vezes esquecido ou ignorado pelos agentes políticos). As leis naturais, por exemplo, constituem o que há de mais clássico na legislação: o direito à vida e à propriedade privada.

O direito à vida é clássico porque mesmo sendo questionado pelos progressistas e relativistas ainda é valor substancialmente defendido e logicamente entendido como valoroso e indispensável por qualquer indivíduo não atingido pela psicopatia ou transtornos semelhantes. Mesmo que o estado, achando-se moderno e atual, negue este direito aos inocentes, ele ainda será respeitado nos pensamentos mais profundos dos indivíduos. O direito à vida é universalmente belo e indispensável (apesar de ser questionado por um grupo pequeno de indivíduos); trata-se de algo clássico, de valor elevado.

Assim também é o direito à propriedade privada. Os socialistas, comunistas, e cooperativistas, podem argumentar milhares de anos contra este direito mas jamais vencerão: poderão conquistar temporariamente um espaço para aplicarem suas teses, mas sempre perderão naturalmente em algum momento. A propriedade privada é de alto valor, tanto que existe há séculos (mesmo em formatos distintos dos atuais); e sua suposta queda deu origem ao comunismo (como é colocado por Engels em "Princípios Básicos do Comunismo"). O conceito de propriedade privada é universalmente belo porque quando ignorado as pessoas perdem a liberdade, e sem liberdade os indivíduos não passam de escravos de algum planejamento centralizado (ditador): e a escravidão não é bela nem valorosa (a humanidade descobriu isso há pouco tempo, mas descobriu).

No entanto, tais direitos naturais não são apenas valorosos e belos; e a existência dos objetos clássicos não limitam-se em tais características: possuem resultados evidentes. Ao abandonarmos o clássico, esquecendo-o ou ignorando-o, regredimos e colocamos a sociedade em risco: podendo a mesma, a partir desta falta de memória, caminhar para a prática de crimes semelhantes ao nazismo e a Holodomor. Os nazistas esqueceram do valor universal da vida e a União Soviética também. Ambos regimes cometeram crimes em nome de seus respectivos objetivos graças a negação dos direitos naturais.

Neste sentido o movimento conservador, por meio dos seus agentes concretos - os indivíduos conservadores -, deve no mínimo apresentar-se como uma das luzes para preservar o clássico e quando necessário: restaurá-lo. Pois o clássico tem valor universal acima das coisas e questões populares ou passageiras, trata-se da base da sociedade, do belo reconhecido pelo profundo entendimento humano.

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