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A honestidade dos socialistas

Por Rafael Coimbra

A maioria dos socialistas dirão que se tornaram socialistas por suas preocupações com os pobres, com a relevância da liberdade, com salários iguais, contra enriquecimento dos empresários, com educação e saúde para todos de forma digna. Por fim, contra qualquer tipo de forma de opressão subjugada a minoria existente na sociedade.

Muito facilmente vemos isso nos adolescentes que começam a enxergar o mundo "cruel" que se passa por aí. Quando se é novo, o impacto social que a escola, jornais, convívio e qualquer forma de informação que ouvimos e vemos faz os jovens buscarem uma forma de justiça rápida, eficaz e bela.

O que faz o socialismo (e qualquer movimento de esquerda) se tornar forte, é o apelo emocional passado para outros indivíduos. Não estou falando dos desonestos, mas sim dos que têm um "bom coração" e realmente querem ver o bem de cada cidadão. Eles passam a acreditar em uma rede de ideias: que somente o governo pode garantir um padrão de vida mínimo. Que o grande poder do governo pode ser aplicado de forma eficiente e benévola como uma solução rápida para os problemas dos mais pobres. Que nós somos moralmente obrigados a conceder um cheque em branco ao governo para fazê-lo. Eles também passaram a desconfiar ou mesmo desprezar o capitalismo de livre mercado, o qual, eles acreditam, coloca os ricos contra os pobres e, além disso, não só fracassa em garantir aos pobres a sobrevivência, mas efetivamente os explora.

Ao passar dos tempos, notamos que a prática de justiça social e econômica seguem padrões éticos, morais e matemáticos. Percebemos que muitas formas de "justiças" por nós defendida, é incoerente e pode não ser de forma pacífica, mas submetido ao uso da força. Quando se é jovem, queremos a cura de todas as doenças do mundo, quando envelhecemos e ficamos um pouco mais racionais, percebemos que existem estudos que comprovam que certa doenças são complexas demais para tirar a cura do dia pra noite.

Assim funciona com a economia e com a sociedade. Não existem soluções perfeitas para tal, mas existe a mais coerente e mais ética. Com toda visão romântica que os socialista têm com o sistema de vida, eles negam a racionalidade moral e econômica existente. Não é apenas tirar do rico e dar aos pobres. Não é apenas taxar impostos sobre produtos. Não é apenas imprimir dinheiro ou dar créditos. Não é apenas pedir escola, hospitais e transporte gratuitos de qualidade. De tudo isso emerge um cálculo econômico, serviço prestados, ética e moral (assuntos que já tratamos muitas vezes aquiaqui).

Essa visão de justiça social é inocente, emocional e nada empírica. Pode ser bastante aceitável na fase da adolescência (época que tudo é intenso demais), mas na fase mais adulta, continuar se baseando em apelos emocionais é de certa forma infantil.

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