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Por que o socialismo é incompatível com a democracia



Por Gianlucca Gariglia
   
Atualmente, observa-se frequentemente socialistas glorificando a democracia, como se ela pudesse coexistir com seu sistema. Nesse texto, tal falácia coletivista será refutada; pois socialismo e democracia são termos quase opostos.

A palavra democracia é originada do termo grego Demokratia, que é a junção de demos (povo) e kratos (poder). Logo, verifica-se que o significado do termo é poder do povo. Sua origem se dá na cidade-estado de Atenas, no período da Antiguidade Clássica. Os civis reuniam-se nas praças públicas, denominadas ágoras, formando a Eclésia, um órgão do povo para debater e votar leis, ideias e propostas. Existem dois tipos de democracia: a direta, a qual os cidadãos decidem diretamente cada pauta por meio de votação, e a representativa, a qual os cidadãos elegem representantes para votar assuntos e propostas.

O socialismo, que foi primeiramente idealizado pelo alemão Karl Marx, teve o seu principal esboço no livro “O Capital”. Esse sistema socioeconômico foi implantado, inicialmente, na Rússia. Logo, ele acabou por se expandir por todo o leste europeu, gerando um caos generalizado pela região, que passava a se chamar União Soviética. Caindo em 1991, o socialismo é adotado até hoje por alguns países, como a Coreia do Norte e Cuba. Por definição, é um sistema em que há a abolição da propriedade privada, e portanto, a coletivizarão dos meios de produção. Ou seja: o Estado passaria a controlar as atividades econômicas por meio de planejamentos centralizados.

A economia planificada é um instrumento para a alocação de recursos escassos em um sistema socialista. Para isso, são necessários especialistas para planejar a utilização dos recursos. Pode ser que o povo tenha a vontade, explícita, de que o governo produza e efetive um plano econômico do tipo centralizado, mas isso não significa que eles estejam de acordo com todos os detalhes e métodos de determinado plano. Tais métodos seriam introduzidos às câmaras de votação dos governantes e seriam gradualmente votados. E esse é exatamente o problema; um plano econômico digno deste nome deve ter uma concepção unitária, e deve ter suas partes ajustadas uma às outras de forma única. Isso é impossível que aconteça em um embate entre opiniões contraditórias e divergentes, como acontecem em votações democráticas parlamentares.

Para o planejamento centralizado da economia ocorrer, o governante deve ter um conjunto de medidas totalmente coerentes com o objetivo do sistema, caso o contrário, o plano não surtirá efeito algum. Por exemplo, digamos que sejam decretadas as seguintes propostas: estatização total da indústria petrolífera e terciária mas não a indústria alimentícia, que continuaria sendo privada. O objetivo estatista, nesse caso (e na grande maioria deles) seria suprimir os meios privados de produção e coletivizar os serviços. Isso já não seria possivel, visto que ainda sobraria indústrias privadas e o Estado não conseguiria distribuir todos os bens para todos. Logo, para estatizar a indústria alimentícia, o voto democrático deverá ser derrubado, e a democracia, portanto deturpada.

Geralmente, a primeira ação antidemocrática tendo em vista a economia planificada é a criação de organismos governamentais separados, como parlamentos paralelos (vide Nicolas Maduro). Esses parlamentos são constituídos por especialistas escolhidos por um governante e tomam decisões independentes dos outros órgãos governamentais. Eles são feitos para disfarçar a nova ditadura de democracia.

Socialistas geralmente tem a mania de, para se dizerem pacifistas, apoiarem a democracia. Essa contradição, apontada nesse texto, é altamente refutável e é a mostra de que ou tais pessoas são desinformadas ou até de má índole, por espalhar mentiras oportunistas.

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