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Por que não levar o socialismo a sério (parte 2/3): Moral

Por Rafael Coimbra

Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano, que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade. Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.


Cada indivíduo, segundo suas tradições culturais, religiosas e sociais, segue uma moral relativa ao seu modo de viver. Para se alcançar uma sociedade socialista, é de suma importância a quebra de valores individuais, submetendo-os aos valores coletivistas. Sendo assim, a quebra da moralidade é expressiva. Mesmo com ações supostamente altruístas, as pessoas são obrigadas a manter determinado padrão de vida através da coerção, o que desrespeita o individualismo humano e acaba sendo uma contradição moral.
Não alego que o socialismo em si seja uma quebra moral, pois, se determinado grupo, de livre e espontâneo acordo, decidir viver sobre o princípio socialista, não seria imoral. Todavia, essa escolha só funcionaria em uma sociedade livre. Seria crime contra a humanidade a implantação do socialismo em nível nacional (ou até mesmo global). Resumindo: Em uma sociedade livre, você poderia viver em uma comuna com pessoas que pensam da mesma forma que você e seguem os preceitos socialistas, mas em um país socialista você NÃO teria a liberdade para exercer o pensamento liberal.

Uma vez que grande parte dos modelos socialistas, a exemplo dos praticados e defendidos, dependem da imposição de regras, tais como "algumas pessoas têm a obrigação de pagar impostos e outras têm o direito de consumi-los", ou "algumas pessoas sabem o que é bom para você e estão autorizadas a ajudá-lo a conseguir essas supostas "bênçãos" mesmo que você não as queira, e em contrapartida, você não está autorizado a saber o que é bom para elas e, consequentemente, ajudá-las", ou "algumas pessoas têm o direito de determinar quem tem muito e quem tem pouco, e outros têm a obrigação de obedecer". Todos esses fatores tem, em seu princípio, a quebra de valores morais do indivíduo. Nos Estados Unidos, o governo empreendeu certa feita, há alguns anos. Uma experiência que foi qualificada como "nobre". Essa "nobre experiência" consistiu numa lei que declarava ilegal o consumo de bebidas consideradas tóxicas. Não há dúvida de que muita gente se prejudica ao beber conhaque e uísque em excesso e algumas autoridades nos Estados Unidos são contrárias até mesmo ao fumo.


Certamente há muitas pessoas que fumam demais e, de fato não fumar seria melhor para elas. Isso suscita um problema que transcende em muito a discussão: põe a nu o verdadeiro significado da liberdade. Se admitirmos que é bom impedir que as pessoas se prejudiquem bebendo ou fumando em excesso, haverá quem pergunte: "Será que o corpo é tudo? Não seria a mente do homem muito mais importante? Não seria a mente do homem o verdadeiro dom, o verdadeiro predicado humano?" Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: "Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É, pois, dever do governo impedir que se cometam esses erros." E, como todos sabem, por centenas de anos os governos e as autoridades acreditaram que esse era de fato o seu dever. Isso não aconteceu somente em tempos longínquos. Não faz muito tempo, houve na Alemanha um governo que considerava seu dever discriminar as boas e as más pinturas - boas e más, é claro, do ponto de vista de um homem que, na juventude, fora reprovado no exame de admissão à Academia de Arte, em Viena: era o bom e o mau segundo a ótica de um pintor de cartão-postal. E tornou-se ilegal expressar concepções sobre arte e pintura que divergissem daquelas do Führer supremo, Adolf Hitler.

Quem assistiu ao filme "Matrix" e o compreendeu, percebe que a escolha humana não é calculável, não é prevista e não pode ser controlada ,o que torna a natureza humana individualista, imprevisível e incapaz de obedecer regras de cima para baixo. O controle de tal questão é um dos piores modos de quebrar a legitimidade moral do ser, pois, nenhuma força política, cultural ou idealista pode ofuscar a liberdade individual que traz a beleza e a expressão do saber desse Universo hipoteticamente infinito.

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