Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

Por que não levar o socialismo a sério (parte 1/3): Economia


Por Rafael Coimbra

Começaremos hoje uma série de postagem sobre: "O porquê não levar o socialismo a sério". Com texto direcionado a três aspecto: econômico, moral e social.

Todo produto é escasso em nosso planeta. Exige, então, uma energia gasta para se ter tal matéria. Ao gastar energia, este produto toma tempo e até mesmo outros produtos para ser obtido - tudo isso com a cooperação entre pessoas. Ao pensar nessa linha de raciocínio, chegaremos à conclusão de que, no mercado, um produto chega às prateleiras com formas bem complexas, pois sua produção exigiu elaboração, uma vez que nada cai do céu pronto para consumo, nem mesmo a chuva.

Mesmo com isso, com a subjetividade de seu valor e seu uso, o preço de tal produto não significa que estará ligado à forma pela qual ele foi feito. Por exemplo: um celular, hoje, está acessível a toda classe social, mas não sabemos (nem ligamos) para a forma complexa que ele exige para seu funcionamento. Se você compra aquele famoso "tijolão", verá que seu preço estará bem menor do que aquele "Iphone", mesmo tendo a mesma função e, até mesmo, mesma matéria-prima. O valor social que o iphone tem está explicitamente ligado ao seu preço, por isso que a sociedade (o público) está ligada diretamente ao valor/produto da matéria vendida.


Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao Estado). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao Estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada. Sem preços não há cálculo de lucros e prejuízos e, consequentemente, não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

Tendo em vista que a própria essência do socialismo é propriedade coletiva dos meios de produção, que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos - que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo -, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional. Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.

Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente impossível. Resumidamente, o cálculo econômico socialista não segue e muito menos respeita a complexidade de um produto que foi retirado da natureza, não obedece o valor subjetivo de cada produto, e despreza troca de bens através do voluntarismo, que faz sentido ao mercado. Com isso, o cálculo econômico socialista não se importa com a individualidade do empresário/empresa, nem com a do trabalhador, muito menos a do consumidor. Um controle da economia centralizada levaria ao caos total.

(Algumas partes do texto foram retiradas do artigo do IMB: Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?)

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.