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O bom cristão se alinha com os ideais da liberdade


Por Giancarlo F. Gariglia

Como meu primeiro artigo no Capitalismo e Liberdade, tenho de falar sobre um aspecto muito importante nos dias de hoje e que provoca diversos debates entre todos os lados da política. No Brasil, temos uma onda conservadora muito forte, que propõe ligar os ideais da religião (em maior parte cristã) com a política. Como um cristão e liberal, vejo extrema necessidade de explicar o livre arbítrio para nós, sejamos católicos ou protestantes.

Antes de Lutero iniciar a Reforma Protestante, há cerca de 498 anos, o Cristianismo era apenas uma religião baseada na crença católica. E em certo momento da história, tivemos uma histórica ligação entre racionalismo e religião, criada por Tomás de Aquino, que foi canonizado pela Igreja Católica e agora possui o “São” em seu nome. São Tomás também explicitou um dos pilares de sua religião: o livre arbítrio, que consiste na capacidade própria de escolher suas ações, sem intervenção de nenhum ser ou próximo.

Assim, essa livre escolha é sinônimo de liberdade. Entretanto, o religioso acredita na moral cristã, que são fundamentos do cristianismo que devem ser seguidos (apenas pelo livre arbítrio, e nunca pela coerção).

A esfera social que o cristão há de visar é a da liberdade, a vontade do ser em primeiro lugar, e também o poder da palavra para tentar mudar os ideais de determinada pessoa (como por exemplo um religioso que tenta fazer um viciado em maconha mudar seu rumo e largar a droga). Com certeza, é necessário enfatizar que palavras também podem agredir um ser, o que também pode ser visto como um atentado à liberdade. Sendo assim, o debate é o maior e mais eficaz meio de mudar uma postura/opinião de cada humano.

O fenômeno de conservadorismo que acontece no país foi originado há longa data, provavelmente após o fim da ditadura no Brasil. Porém, nos dias de hoje, o conservadorismo brasileiro entrou em ascensão pelo apoio da classe alta, que por grande parte é adepta ao cristianismo. Infelizmente, grande parte dos religiosos é má instruída por muitos pastores ou padres que não pregam o livre arbítrio, mas sim, a coerção. É necessário também enfatizar que há muitos “professores da religião” bons, com ótimas concepções e boas intenções. Os religiosos são, em sua maioria, cidadãos leigos pelo fato de terem sido mal ensinados por seus coordenadores.

Portanto, como adeptos da liberdade e do laissez-faire, devemos orientar nossos próximos e/ou familiares que possuem posturas conservadoras na política para entrarem no idealismo do livre arbítrio, e lhes mostrar porque este se alinha com a religião. Devemos, também, enfatizar o papel da religião no livre mercado.

John Stuart Mill, grande filósofo e economista do século XIX, considerado um dos maiores liberais clássicos utilitarista de toda a história, afirmava que a reforma protestante foi um dos maiores meios de desenvolvimento para o livre mercado. Vale lembrar também que Mill era ateu.

Bíblia

Agora, é necessário falar a respeito da relação do livre mercado com a Bíblia. Muitos esquerdistas usam como argumento um capítulo de Mateus que é falado para um jovem dar toda a sua riqueza para os pobres e assim o mesmo será feliz. É interessante, também, ver que o conhecimento de socialistas sobre a bíblia é escasso, pois não leram todo o capítulo para saberem a verdadeira história. Essa narração é conhecida por muitos como “A história do jovem rico”, que fala sobre um jovem arrogante e prepotente, que para chegar à plenitude teria de doar toda a sua riqueza. Assim, é explicitado o papel que o cristianismo prega em relação à esfera social: a filantropia (doação por meio privado para pessoas necessitadas, novamente enfatizando a não coerção e assim se afastando novamente do socialismo e se aproximando do meio privado).

Uma grande prova da religião cristã permitir a liberdade econômica é em Gênesis 1:28, onde Deus diz que devemos subjugar a terra e ter domínio sobre ela. Um aspecto disso é que os seres humanos podem possuir propriedades para exercer o seu domínio. Já que temos tanto a vontade quanto direitos de propriedade privada, podemos supor que devemos ter a liberdade de trocar esses direitos de propriedade privada em um mercado livre onde os bens e serviços podem ser trocados. Apesar disso, muitos esquerdistas irão falar que a Bíblia é contra a ganância que existe no sistema capitalista. O livro sagrado é realmente contra esse pecado. Porém, temos que entender que não é por causa do sistema - é porque a ganância faz parte da natureza pecaminosa do homem.

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