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O salário mínimo pode mesmo ajudar o trabalhador?


Por Luis Henrique

Uma imposição de salário mínimo é bom para o trabalhador? Salário mínimo ainda é visto por muitos como um direito do trabalhador que o impede de ser explorado e de receber um salário medíocre do patrão malvado. Em uma economia fechada como a da China isso pode ser verdade, pois a China tem um salário mínimo de fome e freqüentemente sofre denúncias de abrigar trabalho escravo. Lá isso ocorre porque os chineses que têm um nível de escolaridade muito baixo e, por conta disso, poucas opções de emprego. Consequentemente se torna aceitável trabalhar em uma empresa que paga um salário baixo, pois considera-se melhor receber pouco do que ficar desempregado, e acabar por não receber nada.

Entretanto, o contexto é exatamente outro quando aplicado em um país de economia aberta. Não precisamos ir para muito longe da China para encontrarmos este país. Trata-se de um país dentro da própria China, se assim posso falar. Estamos falando de Hong Kong, uma cidade-estado situada na periferia chinesa, mas que possui uma economia livre e independente. Hong Kong têm um salário mínimo ínfimo, porém, ao contrário da China, Hong Kong tem uma economia livre e aberta para investimentos da iniciativa privada. Segundo o gráfico logo abaixo da Summary economic Freedom Ratings de 2013, Hong Kong se encontra no 1º lugar no índice de liberdade econômica.


Hong Kong apesar de possuir um salário mínimo ínfimo tem uma renda por pessoa de US$ 52 687, se localizando assim na 6º maior renda per capita do mundo, mesmo sem conter burocracias e leis trabalhistas excessivas.

Sabem como eles alcançaram isso? Simples, livre mercado.

Que o livre mercado tem diversos benefícios para a sociedade, todo mundo sabe (exceto os marxistas). Num sistema verdadeiramente de livre mercado é inexorável o aumento do salário do trabalhador, já que as empresas privadas vindas do estrangeiro (visando exclusivamente o lucro) geram muitas vagas de emprego em diversos setores, reduzindo o desemprego e propiciando ao trabalhador o direito de escolher onde quer trabalhar. Deste modo, o trabalhador que atualmente acaba por aceitar a primeira oportunidade de ingressar no mercado de trabalho independente do salário, pode escolher melhor e vender o seu produto (força de trabalho) por um preço mais elevado, já que o mercado está buscando mais esse produto. Isso é o que sempre acontece em uma economia livre: a força de trabalho se torna um bem muito mais escasso; o trabalhador ganha

Pura teoria? Veremos logo abaixo uma lista de países que não possuem nenhuma lei trabalhista (muito menos salário mínimo) e mesmo assim possuem renda per capita e índices de desenvolvimento humano (IDH) altos.
  • Noruega: renda per capita US$ 101 271 (IDH: 0,944)
  • Suíça: renda per capita US$ 84 343 (IDH: 0,917)
  • Dinamarca: renda per capita : US$ 61 884 (IDH: 0,900)
  • Suécia: renda per capita US$ 57 556 (IDH: 0,898)
  • Hong Kong: renda per capita US$ 52 687 (IDH: 0,891)
  • Áustria: renda per capita, US$ 45 411 (IDH: 0,881)

O que mais tem esses países em comum? Tem mercados de trabalho mais flexíveis do que o nosso, desmontando completamente as falácias e demagogias dos socialistas medíocres do poder político e sindical.

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