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O impeachment não pertence ao Cunha e sim à Justiça


Por Benjamin Lopes

O impeachment da atual presidente Dilma Rousseff (PT) não pertence ao deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele somente conduzirá conforme o devido processo legal detalhado pelo portal JusLiberdade (leia aqui). No entanto, os ataques ao deputado federal são colocados como se o respectivo processo de impeachment tivesse algum dono além do próprio senso de justiça.


A solicitação que pode resultar no fim do mandado da presidente eleita em 2014 foi realizada por Hélio Bicudo, e recebe apoio direto e indireto de 63% da população (leia aqui). Neste sentido, trata-se de um ato democrático, pois a democracia consiste no respeito às minorais e na soberania da maioria (neste caso, a maioria é favorável que Dilma Rousseff não continue na presidência). Assim, tratando-se da expressão popular de forma democrática aliada aos fatos sobre corrupção dentro do Partido dos Trabalhadores que atacam a moralidade da política nacional, o impeachment não tem dono além da própria Justiça.

Esta espécie de processo sempre tem grande importância histórica e grande envolvimento com os movimentos sociais e com a população, porque a nação praticamente sem avanços decide mudar o próprio rumo e demonstra isto nas ruas com muita força. Porém, o presente caso supera as ruas e tira a nação como única força dona da decisão. Agora não é apenas o Brasil enquanto população que clama pelo impedimento, mas é a mão da Justiça que pesa sobre o Executivo e vários políticos: é um avanço político para o Brasil, um ato extremamente valoroso para a história do mundo e para as gerações futuras.

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O processo pertence mais à Justiça do que a qualquer outra entidade, pois destrói o mito de que a humanidade e os brasileiros estão sendo levados a total imoralidade e à corrupção. Políticos que pareciam estar fazendo negociatas a fim da manutenção das próprias funções, agora estão brigando entre si e escancarando toda a sujeirada presente no governo.

O PT, que colocava-se acima da velha cultura política de enganar o povo já há anos envolvido com casos de corrupção, destruiu a Petrobras, estatal tão defendida por seus integrantes. Além disso, o partido tornou público a falta de equilíbrio interno, principalmente em suas postagens nas redes sociais e nos pronunciamentos de Dilma Rousseff. Lula, que rendeu-se a Eduardo Cunha, comprovou que está disponível para negociar com adversários quando a corrupção é revelada e o poder está em jogo. O povo disse a verdade sobre si: os brasileiros não são de esquerda, gostam mesmo é do ambiente conservador representado pela família Bolsonaro.

E por fim, a CUT e o MST devem motivar a criação de uma nova palavra, pois a palavra "pelego" pouco expressa o tamanho entreguismo destes movimentos.

É o gigante que acordou? Certamente não, este gigante que tantas vezes acordou sempre manteve os olhos abertos, mas com muito sono. É a Justiça libertando-se depois de tanto tempo presa, esquecida - e sendo humilhada desde 2005 sem dúvidas (quando Roberto Jefferson foi entrevistado pelo Roda Viva e deu verdadeiros sinais sobre a imoralidade do governo e das estatais).

Portanto, esqueçam Eduardo Cunha e Hélio Bicudo. Agora é a vez da legítima imposição, da beleza que não aceita relativismo, daquela que renova as esperanças: é a vez da Justiça.



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