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O acolhimento do Impeachment de Dilma e o respiro da América Latina


Por: Vinicius Campos

Eduardo Cunha acaba de acolher um dos vários pedidos de impeachment de Dilma Rousseff. É bem verdade que o intuito de Cunha é tentar tirar de si os holofotes, tal como dar um contragolpe a falta de definição do Governo quanto sua situação no conselho de ética, o que, ao mesmo tempo em que me deixa emocionado, me enoja. Deixemos isto, por hora, de lado.

Quais as chances deste pedido de impeachment derrubar, de fato, Dilma Rousseff? Em minha opinião, pequena (para o processo de si em si mesmo), mas gigantesco para o ideal de queda da presidente. Isto porque, mesmo que não resulte em queda da mandatária, perpetuará o cenário crítico político/econômico para 2016: pressão popular, mais de 120 bilhões de déficit, queda de cerca de 4,5% do PIB e de previsão de queda de 2% para 2016, uma das maiores cestas de impostos do mundo, escândalo de corrupção sem precedentes, a maior empresa brasileira (Petrobras) com mais de 50% de perda de valor, inflação de dois dígitos, desemprego, queda de renda dos mais pobres, atraso nos pagamentos de programas de Governo (contenção de gastos discricionários), e, o ápice: dois anos de parecer prévio de rejeição das contas públicas pelo TCU (em minha opinião, as contas de 2015 também serão rejeitadas), fato ocorrido apenas no Governo Getúlio Vargas (uma rejeição) com necessidade de apreciação pelo congresso. Situação insustentável.

E o que a América Latina tem a ver com isso? Tudo! Vitória de Macri na Argentina, Maduro balançando na Venezuela, Dilma quase caindo no Brasil. Podemos estar diante de um capítulo importante na história. Este pode ser o marco do fim de pensamentos populistas/parasitas, desenvolvimentista, estadistas, entre outros termos dos quais podemos manusear, em nosso continente.

Pode ser que estejamos em meio ao caos. Mas é do caos que a ordem emerge. Precisamos de uma ditadura duradoura para amadurecer a democracia, de uma década de hiperinflação para pedir um mínimo de estabilidade fiscal (embora a Dilma esteja ameaçando ambos os pilares), e, com certeza, precisamos de todo este desarranjo macroeconômico orquestrado por um estado altamente intervencionista e atrapalhado, além de corrupto, para clamar por liberdade!

“É em meio a este cenário nojento que tem permeado a política do país, e que, inclusive, é de onde nasce esse pedido de impeachment, que, também, nascerá a esperança”

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