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Entenda por que o relativismo é péssimo para a humanidade

Por Benjamin Lopes

A cada ano que passa é perceptível o aumento do relativismo moral. Parece-me que cada vez mais precisamos aceitar tudo para sermos bem aceitos; como se o errado deixasse de existir quando alguma diferença está contida na relação entre o objeto do julgamento e o resultado do mesmo.


Não aceitar qualquer coisa como arte é ser ignorante segundo os verdadeiros intelectuais. Caso a minha opinião sobre Macaquinhos (peça teatral em que atores admiram e penetram o ânus de algum outro ator da peça) seja "isto não é arte, é um lixo, uma completa prova da babaquice que existe na humanidade", serei julgado pelos intelectuais como alguém ignorante e sem a capacidade de compreender a arte. E não é apenas isso. Ir contra o politicamente correto ao dizer que uma cultura é sim menos interessante e até mesmo errada, é o fim do mundo: alguém comprará a minha vaga no inferno.



Provavelmente algum leitor está se perguntando: "se existem culturas menos interessantes, então existem culturas mais interessantes? Oh! Esse homem é um racista". Não sou racista, xenofóbico ou etnocêntrico. Mas sim, existem culturas com hábitos reprováveis e culturas que proporcionam qualidade de vida de forma única. Opinar assim é ir contra o relativismo moral e perceber a realidade: o certo e o errado existem.

Para que todas as culturas tenham a mesma qualidade, o errado não poderia existir. E ele existe. Por exemplo, enterrar crianças vivas por serem gêmeas é errado. E se uma cultura faz isso, ela ainda não chegou ao estágio evolutivo das culturas que não fazem mais isso e que condenam tal ação. Concorda? Se sim, então você tem, nesta questão, opinião semelhante à minha.



Veja aqui texto de Jean Wyllys sobre discurso de Moroni Torgan

O vídeo acima retrata indígenas enterrando crianças vivas. E o texto do hyperlink acima fala em respeito a cultura indígena, mesmo que ela esteja errada (no caso do vídeo: assassinando crianças). O deputado Jean Wyllys (PSOL) pode opinar como desejar. Tolerar opiniões diferentes é algo democrático. Mas concordar ou aceitá-la como correta não é algo obrigatório. Nem é algo necessário para que a democracia mantenha-se.

O problema colocado aqui não é um indivíduo de um povo matando uma criança. O problema colocado é o fato desta ação estar contida no respectivo povo enquanto tradição. Esta tradição é errada e é um crime contra a vida. Este crime faz parte de uma cultura, e ninguém é obrigado a aceitá-lo em nome do respeito às diferenças. Dizer que é necessário aceitar que um povo assassine crianças em nome da pluralidade cultural é o mesmo que afirmar "aceitar crimes homofóbicos é necessário para respeitar as tradições e a cultura de certo grupo da humanidade".

Se um indivíduo de outro povo, de outras tradições e cultura, pode ser condenado por uma ação aceita em sua respectiva cultura, então existe o certo e o errado. E o relativismo é manipulação barata do raciocínio. Ainda, nesta condição de existência do certo e errado, surge necessariamente a consideração sobre quais culturas proporcionam melhor qualidade de vida e possibilidade de ações corretas. Ou seja, existem culturas moralmente mais avançadas ou em maior concordância com a justiça.

Na impossibilidade de aceitarmos tudo ou qualquer coisa em nome da tolerância às diferenças, pois existem errados e certos universais, então o relativismo enquanto algo necessário está destruído (você o prática caso queira, mas arcará com o peso da consciência).

Ninguém é obrigado a aceitar diferenças erradas, e ninguém é obrigado a diminuir o valor da justiça devido a pressão por pluralidade. Entregar-se ao relativismo é submeter-se a qualquer tipo de crueldade e interromper o desenvolvimento dos princípios que regem a nossa sociedade democrática, propagadora das liberdades individuais e da propriedade privada; é voltar ao passado e possibilitar a morte de milhões; é dizer que Stalin, Hitler e Fidel Castro podem estar certos.

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