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Dilma foi para o mundo da lua e não consegue voltar


Por Wilson Oliveira

O governo Dilma está no caminho certo, fazendo tudo corretamente, para que a crise econômica do Brasil se aprofunde cada vez mais. Como se não bastasse ser contra o equilíbrio do Orçamento, causando uma das maiores crises fiscais da História; colocar em prática o "novo marco macroeconômico, que já se mostrou completamente danoso; ter provocado o rebaixamento do Brasil pela Fitch - o primeiro foi da S&P; agora vem a pá de cal com a já confirmada nomeação de Nelson Barbosa para a Fazenda no lugar de Joaquim Levy.

Segundo editorial de hoje do Jornal O Globo, avança em alta velocidade pelos corredores do Planalto a crença de que a recessão econômica que o Brasil enfrenta se deve ao ajuste fiscal do agora ex-ministro Levy. Mas que ajuste, cara pálida? Vale lembrar que a meta do superávit defendida por Levy - que era de 0,7% do PIB - já era considera baixíssima. Mas o governo ainda reduziu para 0,5%, dando totais demonstrações de que gastar menos do que arrecada continua ausente nos planos de Dilma e sua turma.

E o tal ajuste fiscal usado como pano de fundo para disfarçar os erros dessa gestão muito antes da chegada de Levy sequer foi colocado em prática, escancarando mais uma vez como funciona o modus operandi de um governo que tenta se locomover de bicicleta - através das pedaladas fiscais - mas continua estacionado "no mundo da lua", uma vez que as atitudes estão anos-luz de distância de qualquer mente saudável.

Com a chegada de um declarado "desenvolvimentista" à Fazenda - exatamente a mesma linha econômica de Dilma Rousseff -, o recado que o Planalto manda para o mercado é que a gestão voltará a ser aquela mesma de Guido Mantega, do primeiro mandato de Dilma. Foi justamente com Mantega que se fortaleceu toda essa tragédia financeira que o país está sendo obrigado a enfrentar agora - e que teve o seu desenho sendo elaborado ainda no segundo mandato de Lula, já com Mantega na Fazenda.

E para entupir de vez o vaso sanitário do governo, não é demais lembrar que a alta dos juros americanos somado ao segundo rebaixamento do Brasil destrói o selo brasileiro de baixo risco de investimento, obrigando os fundos de peso a vender todos os títulos do Brasil. A consequência de tudo isso é completamente trágica: mais desvalorização cambial, mais inflação, mais recessão, mais crise, mais desemprego, menos dinheiro etc. Enquanto isso, o governo estoca vento, talvez pra ver se consegue deixar o mundo da lua habitável, o que poderia ser um sugestivo refúgio para aqueles que fogem de crimes cometidos...


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