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A legalização das drogas será eficiente nas atuais condições do Brasil?



Por Christian Gonzaga

Em suma, para um libertário a legalização das drogas é mais que devida e necessária, por questões econômicas e sociais. Pode-se usar como exemplo econômico a criação de fábricas de maconha, as quais gerariam empregos. E por conseguinte uma grande redução no tráfico e na violência, afinal os traficantes iriam enfraquecer, visto que seria muito mais seguro para o usuário ir à um mercadinho e comprar sua droga à entrar em uma boca de fumo e correr o risco de ser morto.

Entretanto, deve-se questionar a legalização da seguinte forma: ela teria o efeito desejado pelos libertários se liberada em determinado país? Consideremos para o presente artigo o nosso país, Brasil.

Analisando as condições atuais de educação e saúde, principalmente, é, talvez, arriscado uma legalização, pois como colocar um assunto tão delicado em pauta quando nossos jovens e adultos são extremamente ignorantes e mal sabem argumentar de forma devida? Apenas repetem aquilo que uma pessoa mais sabida diz a eles. Em outras palavras, não conseguem criar sua própria opinião.

Outrossim, é devido discutir a legalização antes de se procurar fazer melhorias na educação?

No quesito saúde, preliminarmente temos dois grandes empecilhos: a dependência e a ilusão de que a saúde é de competência estatal somada à péssima gerência estatal na mesma.

Um dos argumentos daqueles contrários a legalização é de que o Estado deve evitar que pessoas se droguem para manter sua boa saúde. Portanto, ao se seguir esse pensamento se requer que estes mesmos exijam ao papai Estado que proíba diversos alimentos industrializados, afinal são tão maléficos quanto os entorpecentes.

O indivíduo é livre para fazer o que bem entender com sua própria saúde. Não é e nem deveria ser da preocupação do Estado. Se a pessoa quer manter sua saúde em dia ela mesma que procure um bom médico e se cuide. Como pagaria por isso é um tema a ser discutido em artigos futuros.

Isto posto, é de suma importância que tenhamos uma saúde melhor, sem a dependência estatal, cada indivíduo tratando a seu bel prazer de sua saúde. Verbi Gratia, aquele usuário que tenha overdose em razão do consumo de drogas poderia ter mais chances de sobreviver se, de fato, os hospitais fossem de extrema qualidade. Visto que atualmente é propenso que este não consiga ser atendido devido a precariedade da saúde pública. Além disso, caso se recupere da overdose ainda corre o risco de adquirir doenças hospitalares.

Infere-se, desse modo, que antes de se levantar quaisquer bandeiras quanto à legalização de drogas – frise-se, ATUALMENTE – é preciso melhorar duas coisas primordiais: educação e saúde. O Brasil não possui condições para abraçar esta ideia. Por isto feliz ou infelizmente a lei anti-drogas ainda prevalecerá.

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