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Por que colocar o liberalismo clássico como direita? Parte 1: economia

Por Wilson Oliveira

Existem três fatores que me fazem interpretar o Liberalismo Clássico como uma ideologia de direita. São eles: econômico, social e histórico. Neste primeiro artigo falo do fator econômico, mas deixo aberto o espaço dos comentários - tanto aqui ao final do artigo como na página do Brasil Painel no Facebook - para aqueles que quiserem manifestar algum desacordo ou quiserem comentar concordando e acrescentando alguma informação ou opinião. Nos próximos dois domingos, não perca os artigos que vão falar dos fatores social (dia 15) e histórico (dia 22).

Liberalismo, uma ideologia de direita no fator econômico

O Liberalismo tem por base a luta pela liberdade econômica dos cidadãos, o que consiste no limite de atuação daquilo que se entende como "governo" nesta área. Pelo fato dos indivíduos serem os reais geradores de toda a riqueza, é compreendido, na ótica liberal, que são eles que devem permanecer com a maior parte da própria renda que geram. O Liberalismo entende que é o próprio indivíduo quem deve definir melhor como aplicar essa grana, onde investir, o que comprar, quais serviços contratar. 

O Estado possui suas funções consideradas essenciais - e isso varia de país para país, de acordo com a Constituição vigente. No entanto, quanto mais funções são atribuídas ao Estado, maior fica o seu poder. Com isso, necessita-se um maior recolhimento de impostos dos indivíduos que geram essa riqueza, que se transforma em dinheiro. Desse dinheiro dos indivíduos, parte se transforma em imposto, que nas mãos do governo vira verba pública.


Em alguns países, como o Brasil, há um agravante. O Estado brasileiro é colecionador de empresas. E pouquíssimas são autossustentáveis. Como muitas fecham o mês no vermelho, também é dos impostos que vêm o dinheiro para suportar os gastos dessas empresas, como salários, comissões, prestações e contratações. E nem todas essas empresas contribuem para a produção de bens ou de serviços qualificados (exemplos: saúde, escola, segurança, que nem sempre atendem a população com eficiência), mecanismos deveras importante para o bom funcionamento da economia de um país.

Geralmente nas disputas políticas pelo mundo são os candidatos da direita que pedem redução do Estado. E isso para que o indivíduo não seja obrigado a pagar impostos para algo que não retorna como bens ou serviços qualificados. Portanto, o Liberalismo Clássico caminha para a direita nesse campo.

Economicamente falando, a esquerda costuma lutar por aumento de empresas públicas, geração de empregos públicos, aumento da verba pública. E justifica dizendo que é necessário investimento por parte do governo para que seja gerado um "bem-estar geral" para a população através da distribuição de renda. Mas é preciso salientar que mesmo em países nórdicos como Suécia e Dinamarca, onde de fato o Estado é presente em vários setores, houve um longuíssimo período de liberdade econômica e limitação estatal, pois não existe outro caminho para que o indivíduo mantenha sob seu domínio boa parte da riqueza que produz. Esse é o atalho mais seguro para que a população de um país enriqueça.

E há casos de países em que o modelo aplicado também é de um governo com poder econômico extenso para distribuição de riqueza, porém sem nunca ter havido um período regular de liberdade econômica para os indivíduos acumularem alguma riqueza (exemplo: Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Irã, Congo, Bolívia, Equador). Resultado: a população não obteve a chance de enriquecer. E como mesmo assim a riqueza gerada (que já não é tanta) fica concentrada nas mãos do governo, é pequena a chance de um cidadão dessa localidade alcançar um progresso econômico. Mais difícil ainda é que esse fenômeno aconteça de forma ampla entre os cidadãos, como aconteceu nos países considerados desenvolvidos, em que os cidadãos podem enriquecer.

Num resumo objetivo daquilo que é defendido por direita e por esquerda, é muito comum vermos políticos esquerdistas acusando políticos direitistas de serem "da elite", "de só pensarem nos ricos". Na verdade, na visão mais centralizada da direita (aquela que não apela para intervenção militar e/ou moral), que entende que o Estado deve cuidar somente daquilo que é essencial, é preciso que os indivíduos tenham a liberdade de administrar sua própria riqueza, pois assim fica mais provável que um cidadão alcance o progresso econômico. Enquanto a visão esquerdista é voltada para a riqueza nas mãos do governo para "ajudar os mais pobres", o que, infelizmente, impede que os cidadãos, e principalmente os mais pobres, fiquem com boa parte da riqueza que venham a gerar.


2 comentários:

  1. Muito bom o texto! Temos que disseminar no País o pensamento liberal!

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    1. Exatamente, Leonardo. Nós aqui do Brasil Painel temos isso como objetivo: informar sobre política, sobre empreendedorismo, mas também disseminar os conceitos liberais. Entendemos que os brasileiros têm muito com o que se identificar dentro do liberalismo.

      Abraço e obrigado pelo comentário!

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