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Do porquê sou libertário e sobre a existência de ditaduras ainda hoje

Cuba
Por Benjamin Lopes

Sou um libertário convicto. Não porque simplesmente quero, mas porque isto faz parte da minha alma. Não consigo suportar injustiças de forma calada. Prefiro enfrentar a loucura do momento rasgando meus medos do que viver sob a falta de liberdade. Isto é, não me considero corajoso nem mesmo alguém disposto a ser herói, mas não consigo reduzir-me em nível de tanta covardia para suportar os desmandos do governo ou de qualquer mortal caso não seja algo pessoalmente desejável.

Mais do que não suportar tais injustiças, tenho como dever de fé não aceitá-las, e considero os ditadores verdadeiros injustos; provavelmente os ditadores sejam os piores desgraçados que os vermes já experimentaram. E sinto que esta essência libertária poderia estar em todos os homens e mulheres, pois trata-se de compaixão não apenas consigo mesmo, mas também com as próximas gerações.

Neste momento, lembro-me de Voltaire, que certamente pensava sobre as próximas gerações. Lembro dele, pois seu comentário sobre pirâmides do Egito é sensacional. É libertário, de fato, bem como demonstra que ser libertário não é uma futilidade ou algo para um desocupado. Ele, ao escrever sobre as pirâmides do Egito, deixa claro o que muitos não veem na liberdade, que a beleza de toda ditadura tem humanos por trás; humanos tratados como bichos selvagens; humanos tratados como se não tivessem sonhos, sentimentos, e dores.

As pirâmides do Egito revelam a dor de um povo escravizado. E um povo é constituído de indivíduos que vivos são tão carne quanto nós mesmos (eu e você). São vidas jogadas fora; são filhos, mães, pais e amigos, sem a possibilidade de viver; são vidas únicas, dedicadas aos trabalhos desejados por um mortal tosco, que morrerá como qualquer outro. Mas a escravidão ou a servidão não pararam nas pirâmides. Existem até hoje, até mesmo em nosso país. Prova disto é a resposta para a seguinte pergunta: para que trabalhamos? Você poderia dizer que para nós mesmos. Eu digo: trabalhamos para sustentar o peso do governo.

Segundo o que dizem por aí, entregamos cerca de 40% de nosso dinheiro para o governo. E o que é o nosso dinheiro? O dinheiro é uma forma de converter o tempo de vida. Isto é, entregamos quase metade de nossas vidas para o governo, para estes verdadeiros parasitas. E os parasitas, o que fazem conosco? Nem mesmo respeitam a nossa liberdade, vivem de inventar leis e mais tributos que nada nos beneficiam.

Guarda de fronteira na Coreia do Norte

Primeiro nos condenam a não poder “sonegar”. Depois nos condenam a não ter armas. E ainda decidem quem casa com quem, quem vai para onde, quem trabalha em que, quem vende o que. Mas a situação é pior que isto, não basta pegar cerca de 40% do nosso tempo de vida. Eles ainda nos roubam mais, e se não cuidarmos eliminam até mesmo a Constituição e o nosso direito natural de reclamar dos imundos.

Ah! Falo em 40%, mas segundo o empresário Flávio Augusto, se contabilizarmos todos os tributos, é cerca de 80%; isto mesmo, se você viver 50 anos, 40 anos são apenas para pagar o governo. Ou seja, somos servos; a servidão, quase escravidão, está em nossa nação tanto quanto o ar em nossos pulmões.

Outras servidões, além da nossa, são a cubana e a norte-coreana. Muitos brasileiros, principalmente os esquerdóides, amam falar bem de Cuba. Alguns chegam a defender a Coreia do Norte. Porém não estão dispostos a sair do Brasil para morar nos paraísos terráqueos. Dizem que em Cuba todos são alfabetizados, têm graduação, e a medicina é ótima. Supondo que estes dados sejam verdadeiros (e duvido muito disto, pois existem vídeos e testemunhos dizendo o contrário), do que adianta ter graduação e 30 dias de sua vida valer 30 dólares?

Além disso, de que adianta ser graduado, mas temer reclamar sobre a ditadura, pois a sua família poderá pagar com sangue? De que adianta ser graduado, mas viver numa miséria que falta alimentos? Esta é a verdade sobre Cuba. E sobre a Coreia do Norte não é preciso nem mesmo comentar. Um país que até os guardas das fronteiras precisam ser vigiados para que não fujam; um país cuja os cidadãos quando escapam de lá, precisam fazer um curso para se adaptarem a liberdade existente na sociedade.

É por isto que sou libertário e acredito que todos deveriam ser. Não porquê é bonito dizer que é, mas sim porque humanos pagam com a própria vida a covardia dos demais e a própria covardia. Sou por que não quero viver sob as trevas nem quero que as futuras gerações vivam para servir um doente mental que conquistou o coração de outros doentes mentais.

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