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As privatizações podem salvar o Brasil e você verá o porquê


Por Adrian Pavoni

Ainda hoje, no Brasil, um dos temas que levanta maior polêmica na política são as privatizações. Nacionalistas, socialistas, a maioria dos sociais-democratas e afins entendem que o governo, ou o Estado, deve fazer parte do mercado e muitas vezes ser o único player. Mas será mesmo que esse é o melhor caminho?

Atualmente o nosso país conta com quase 150 empresas estatais, entre subsidiária e acionistas. O número parece pequeno, mas se paramos para pensar que muitas dessas acabam monopolizando o mercado, conseguimos ver claramente a grande presença e intervenção do Estado na economia.

O balanço econômico do último ano mostrou um país muito deficitário, com o rombo ultrapassando os R$ 30 bilhões. As medidas do governo, ao invés do ideal cortar gastos, foram tentar aumentar o erário, através de impostos e uma maior rigidez fiscal. Mas e, se ao invés disso, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anteriormente conhecido com um “neoliberal’ privatizador (termo que não me grada muito, principalmente no Brasil, pois ao invés de sua função original e pouco utilizada, para denominar, em especial, os ordoliberais alemães, é comumente usado para nomear algo que eu gosto de chamar de sociais-democratas pragmáticos), tivesse feito jus ao apelido e diminuído o gasto público, por meio de privatizações e cortes pontuais em determinadas pastas e números de funcionários? Pudemos ver que os pequenos cortes já feitos deram bilhão...

Pois bem, as privatizações são coisas boas e eu posso explicar. Vamos começar pelas coisas primeiras: por não haver um empresário buscando o lucro através dessas empresas estatais, elas acabam funcionando única e exclusivamente para suprir as necessidades da população (e ultimamente mais encher os bolsos dos nossos representantes) e, por conta disso, eventuais – ou rotineiros – prejuízos não são levados a sério. Porém, com isso, a bolha de dívidas, que aumenta a cada ano mais, do nosso Estado, acabam por prejudicar todo o nosso cenário econômico.

Há também a questão da corrupção, que nos últimos anos tem se tornado sistêmica, mas que sempre esteve presente no nosso cenário político, horas mais e horas menos. Por conta da grande crença brasileira de que o Estado é o bonzinho e o “patrão” é o malvado, muitas pessoas acabam comemorando e bradando a plenos pulmões, por exemplo, que “o petróleo é nosso”. É tão nosso que estamos vendo agora a grande sujeira que rola por debaixo dos panos governamentais. E esse é um dos principais pontos que me faz crer que a privatização é o melhor caminho para o fim da compra de favores e da corrupção em larga escala que assola o país.

Pense comigo: se os nossos grandes políticos, em sua maioria fiéis adeptos da demagogia populista, não tivessem as maravilhosas empresas monopolistas estatais, que favores e quais obras eles teriam para superfaturar ou licitações para vender? Nenhuma! Por isso que a privatização das estatais não interessa a maioria dos nossos políticos, por maior que seja o prejuízo que ela tenha.

Mas o ponto que mais me comove e me faz crer que as privatizações são uma boa saída para os problemas da população é a questão da eficiência. Praticamente todo serviço feito pelo Estado pode ser feito com muito mais eficácia e baixo custo pela iniciativa privada. Além da competição, que só o mercado pode oferecer, a busca pelo lucro traz cada vez mais inovações tecnológicas, além de que a maior quantidade de bens a serem oferecidos num sistema de mercado livre tende a diminuir os preços dos produtos.
A telefonia móvel foi um dos setores que acabaram melhorando com a privatização
Um belíssimo exemplo, que temos em casa, são as redes de telefonia. Enquanto havia o monopólio estatal sobre as redes de telefonia, o produto final era de baixa qualidade e tinha um altíssimo preço, proporcionando a comodidade das redes celulares apenas para os mais abastados. Com a privatização, o setor passou a ter melhores resultados e com preços mais baixos. Atualmente pouquíssimas pessoas, independente da classe social, não têm um dispositivo móvel. O setor é ainda muito regulado, o que impede a proliferação de empresas de telefonia, porém isso é assunto para outro dia.

Podemos citar também a mineradora Vale do Rio Doce, criada em 1942 pelo maior dos populistas nacionalistas brasileiros, o fascista Getúlio Vargas. A empresa foi privatizada durante o governo Fernando Henrique e hoje, enquanto a Petrobras começa a mostrar a sua face corrompida, a agora privada mineradora segue lucrando cada vez mais e gerando cada vez mais empregos, agora ao redor do mundo.

É um pouco difícil para alguns aceitar, outros têm medo de perder seus empregos, mas o fato, mesmo, é que as privatizações tendem sempre a melhorar a vida do cidadão e principalmente do consumidor. Sabemos bem que quando o prejuízo é estatal o prejuízo é de todos mas que quando o lucro é estatal ele é só dos governantes. Ao mesmo passo que o Estado perde fontes através dos lucros, muitas vezes inexistentes, das estatais, ele acaba por ganhar em impostos, através das compras feitas pelo cidadão de produtos cada vez melhores e mais baratos.

 É obvio que não se pode sair privatizando a torto e a direito, a população em geral, por conta de sua pouca informação e entendimento, na maioria dos casos, acabaria entendo e concordando com a afirmação esquerdista de que estariam (os políticos) vendendo “as riquezas do povo”.

Por isso seria necessária uma mudança lenta e gradual para que o povo passasse a entender que o Estado não pode e não deve se meter onde não é chamado e o mercado é um desses lugares. E a mudança pode começar aos poucos, mas deve começar logo, para que possamos voltar a crescer com firmeza e dar uma maior qualidade de vida e de consumo para os nossos indivíduos.

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