Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

Abertura Mundial do Comércio é para Ontem, Parte 1

Por Guilherme Resende

Vivemos em uma falsa globalização. Chega de tratados comerciais que privilegiam apenas alguns países; chega de protecionismo econômico sob a justificativa de “proteger a indústria nacional”. A melhor opção para a humanidade é a abertura do comércio para todos os países. E há vários razões para se defender isso.

A primeira delas é que essa abertura comercial causa um aumento da produtividade e, consequentemente, um aumento da riqueza e da qualidade de vida das pessoas. Com algumas citações de Adam Smith podemos entender melhor do que se trata:

Segundo ele, a divisão do trabalho é responsável pelo aumento da riqueza das nações: “É a grande multiplicação das produções de todos os diversos ofícios - multiplicação essa decorrente da divisão do trabalho - que gera, em uma sociedade bem dirigida, aquela riqueza universal que se estende até às camadas mais baixas do povo.”

Essa divisão do trabalho depende da extensão do mercado, porque a capacidade de permuta – dependente do tamanho do mercado - é o que leva ao aumento dessa divisão: “Como é o poder de troca que leva à divisão do trabalho, assim a extensão dessa divisão deve sempre ser limitada pela extensão desse poder, ou, em outros termos, pela extensão do mercado.”

E, quanto mais isolada é a região, menor é a extensão do mercado, da divisão do trabalho e da riqueza: “O interior do país pode, durante muito tempo, não ter nenhum outro mercado para a maior parte de suas mercadorias a não ser a região circunjacente, que o separa da costa marítima e dos grandes rios navegáveis. Por conseguinte, a extensão de seu mercado deverá, durante muito tempo, ser proporcional à riqueza e à reduzida densidade demográfica daquela região, e consequentemente seu aprimoramento sempre deverá vir depois do aprimoramento da região.” ¹

A segunda razão é que esse mercado previne guerras: uma vez que ele pressupõe a dependência econômica entre as nações do mundo, os efeitos econômicos negativos de possíveis guerras vindouras aumentam. As pessoas tendem a não guerrear com aqueles com os quais comercializam - afinal, eles são responsáveis por suas rendas (ou ao menos parte delas).

O economista francês Frédéric Bastiat disse uma vez que “se mercadorias não passam por fronteiras, armas e exércitos passarão”.

Imannuel Kant, também sobre o mesmo assunto, disse que "o espírito do comércio não pode conviver com guerras”.

As duas guerras mundiais ocorreram num momento em que o espírito do livre comércio estava sendo fortemente combatido, e as políticas liberais clássicas do século XIX estavam sendo suprimidas por políticas socialistas e nacionalistas. Será que foi apenas coincidência?

Nota

1 - Essas citações são encontradas nos três primeiros capítulos do livro A Riqueza das Nações.

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

http://www.ocongressista.com.br/